Grupo Fictor deve R$ 53,4 milhões para 94 credores em Ribeirão Preto após pedir recuperação judicial
Grupo Fictor deve R$ 53,4 milhões a 94 credores em Ribeirão Preto

O Grupo Fictor, conglomerado brasileiro com atuação em setores como agronegócio, energia e finanças, enfrenta uma grave crise financeira que culminou em um pedido de recuperação judicial. A empresa, que obteve uma suspensão de 30 dias para novos bloqueios de bens, deve um total de R$ 53,4 milhões para 94 credores na cidade de Ribeirão Preto, no interior de São Paulo.

Detalhes das dívidas em Ribeirão Preto

De acordo com informações da petição de recuperação judicial, obtidas pela EPTV, afiliada da TV Globo, a situação financeira do grupo é complexa e abrange uma ampla gama de credores. A companhia possui seis credores com valores que variam entre R$ 1 milhão e R$ 31,5 milhões, enquanto os demais têm aplicações que partem de R$ 200 e chegam a quase R$ 900 mil.

Credores em outras cidades da região

Além de Ribeirão Preto, o Grupo Fictor também tem credores em outras 23 cidades da região, com mais de R$ 11 milhões aplicados. A lista inclui municípios como:

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  • Barretos
  • Batatais
  • Bebedouro
  • Colina
  • Colômbia
  • Dobrada
  • Franca
  • Guaira
  • Guariba
  • Ituverava
  • Jaborandi
  • Jaboticabal
  • Miguelópolis
  • Monte Alto
  • Morro Agudo
  • Orlândia
  • Restinga
  • São Joaquim da Barra
  • Serrana
  • Sertãozinho
  • Taiúva
  • Taquaral
  • Taquaritinga

Contexto da recuperação judicial

O pedido de recuperação judicial envolve a Fictor Holding e a Fictor Invest, abrangendo mais de R$ 4,2 bilhões em dívidas. Criado em 2007, o grupo alega que a medida foi motivada por uma crise de liquidez associada a uma tentativa de compra do Banco Master em novembro de 2025.

O Banco Master foi liquidado pelo Banco Central em novembro do ano passado, sob a justificativa de que sua situação econômico-financeira estava comprometida. Um dia antes dessa decisão, o Grupo Fictor havia tentado adquirir a instituição, e alega que as notícias da liquidação impactaram sua reputação, levando clientes a retirarem quantias de contas e prejudicando as finanças do conglomerado.

Suspensão de ações e bloqueios

Diante do pedido, a Justiça de São Paulo determinou, na segunda-feira (2), a suspensão, por 30 dias, de processos de execução e de novos bloqueios de bens contra duas empresas do grupo. No entanto, essa suspensão é temporária e vale apenas para atos futuros. Bens e valores já bloqueados continuam retidos e só poderão ser liberados após a conclusão de uma perícia que apure a situação das empresas e eventuais indícios de fraude.

Antes de decidir se aceita o pedido de recuperação judicial, o juiz também determinou a verificação das condições de funcionamento das empresas e a análise de toda a documentação apresentada, incluindo a lista de credores. Não há prazo definido para essa análise, o que deixa a situação em um limbo jurídico e financeiro.

Implicações e próximos passos

O Grupo Fictor declarou no pedido enviado ao Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP) que pretende quitar suas dívidas sem a aplicação de descontos, mas a viabilidade desse plano depende da aprovação judicial e da recuperação da confiança do mercado. A crise evidencia os riscos associados a grandes operações financeiras e a fragilidade de conglomerados em momentos de turbulência econômica.

Enquanto isso, credores e autoridades aguardam os desdobramentos, com a esperança de que a recuperação judicial possa reorganizar as finanças do grupo e minimizar prejuízos para todas as partes envolvidas. A situação serve como um alerta para investidores e empresas sobre a importância de uma gestão financeira prudente em um cenário de incertezas.

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