Fundador do Agibank se torna bilionário após IPO em Nova York
Fundador do Agibank vira bilionário com IPO nos EUA

Fundador do Agibank se torna bilionário após IPO em Nova York

Marciano Testa, fundador e controlador da fintech Agibank, entrou para a lista de bilionários após a estreia da empresa na Bolsa de Nova York, através de uma oferta inicial de ações (IPO, na sigla em inglês), conforme informações divulgadas pela Bloomberg. Apesar de as ações do Agibank terem fechado o primeiro dia de negociação com uma queda de aproximadamente 10%, após a companhia reduzir, em última hora, tanto o preço quanto o volume de papéis ofertados, a participação de cerca de 63% de Testa na instituição financeira passou a valer cerca de US$ 1,1 bilhão, o equivalente a R$ 5,6 bilhões, considerando o preço de fechamento de US$ 10,75 por ação.

Trajetória de sucesso no setor financeiro

Natural do Rio Grande do Sul, Marciano Testa iniciou sua jornada no mercado financeiro ao criar a Agiplan, empresa que deu origem ao Agibank. Sob sua liderança, a instituição desenvolveu uma estratégia que combina presença digital com uma rede de mais de mil pontos físicos, crescendo de forma significativa com foco no crédito consignado e em serviços voltados para clientes de renda mais baixa. Com a abertura de capital da companhia, sua participação acionária passou a ser avaliada em aproximadamente US$ 1,1 bilhão em valor de mercado, consolidando sua posição como um dos principais nomes do setor no Brasil.

Além de sua atuação no Agibank, Testa é cofundador e presidente do Instituto Caldeira, uma iniciativa privada dedicada à aceleração da transformação digital no Rio Grande do Sul. Formado em Ciências Econômicas pela Unisinos, com especialização em Finanças, ele também cursou o Executive Program da Singularity University e o programa Owner/President Management (OPM) da Harvard Business School, reforçando sua expertise em gestão e inovação. No ano passado, Testa já havia aparecido na 97ª posição da lista de bilionários brasileiros da revista Forbes, com patrimônio líquido estimado em R$ 4,1 bilhões.

Banner largo do Pickt — app de listas de compras colaborativas para Telegram

Segundo grande IPO brasileiro nos EUA desde 2021

A abertura de capital do Agibank marca o segundo grande IPO de uma empresa brasileira nos Estados Unidos desde 2021, em um movimento que sinaliza uma retomada das ofertas ligadas à maior economia da América Latina. A operação ocorre após a recente listagem de outra fintech brasileira, a PicPay, na Nasdaq, e antes dessas ofertas, o último IPO relevante de uma companhia do Brasil nos EUA havia sido o do Nubank. De acordo com o Bloomberg Billionaires Index, o fundador do Nubank, David Vélez, possui fortuna estimada em US$ 17 bilhões, principalmente vinculada à sua participação na empresa.

Apesar da diluição da fatia acionária decorrente do IPO, Marciano Testa manteve o controle do Agibank por meio de ações especiais da classe B, que concentram quase todo o poder de voto. Esses papéis não são negociados em Bolsa, mas podem ser convertidos em ações ordinárias caso o fundador decida vender parte de sua participação no futuro. O Agibank atua com uma plataforma digital integrada a sua extensa rede física e contava com mais de 6,4 milhões de clientes ativos em setembro, com foco principal na oferta de crédito consignado para aposentados, onde as parcelas são descontadas diretamente dos benefícios do INSS.

Banner pós-artigo do Pickt — app de listas de compras colaborativas com ilustração familiar