Lucro do BTG Pactual dispara 40% no 4º trimestre de 2025, atingindo R$ 4,6 bilhões
O BTG Pactual reportou um lucro líquido ajustado de 4,59 bilhões de reais no quarto trimestre de 2025, representando uma alta expressiva de 40,32% na comparação com o mesmo período do ano anterior. Este número ficou em linha com as expectativas do mercado, visto que analistas projetavam um resultado final de aproximadamente 4,56 bilhões de reais para o período, segundo média da LSEG.
Desempenho recorde em um cenário desafiador
No acumulado de todo o ano de 2025, o BTG alcançou um lucro líquido ajustado de 16,68 bilhões de reais, marcando um avanço robusto de 35,4%. Este desempenho consolida o melhor resultado da história do banco, conquistado mesmo em um período de juros elevados, que tradicionalmente não são benéficos para ativos de risco no mundo dos investimentos – área que é o principal negócio do BTG.
Segundo a companhia, o bom resultado foi um reflexo direto do recorde de receitas em todas as linhas de negócio. No quarto trimestre de 2025, o banco registrou uma receita recorde de 9,08 bilhões de reais, com um crescimento impressionante de 35%.
Destaques por segmento de negócios
Os segmentos que mais se destacaram foram:
- Asset Management: as receitas avançaram 42% na comparação entre o quarto trimestre de 2024 e o quarto trimestre de 2025.
- Investment Banking: as receitas cresceram 35,8% em relação aos valores registrados no quarto trimestre de 2024.
“O crescimento foi impulsionado por maiores contribuições em todos os segmentos, refletindo nossa presença consolidada no mercado e liderança nos rankings do setor ao longo do ano”, explicou a companhia em comunicado oficial.
Indicadores de rentabilidade e crédito
Com esse desempenho excepcional, a rentabilidade do BTG, medida pelo retorno sobre o patrimônio líquido (ROE, na sigla em inglês), ficou em 27,6%, registrando uma alta de 4,6 pontos porcentuais na comparação anual.
No acumulado de 2025, a carteira de crédito do BTG somou 262,3 bilhões de reais, um salto significativo de 18,3%. Esta alta foi sustentada por um mix diversificado de produtos, diferentes segmentos de clientes e geografias, além da redução contínua do custo de funding.
“As receitas de crédito também atingiram recorde anual de 8,4 bilhões de reais. O setor de vendas e negociações registrou receitas recordes no ano, com crescimento de 20% em relação a 2024, refletindo maior atividade de clientes, novas iniciativas e alocação eficiente de VaR”, concluiu a empresa.



