O ano de 2025 terminou com um saldo negativo para o setor varejista no Brasil. De acordo com o Índice do Varejo Stone (IVS), o volume de vendas acumulado no ano recuou 0,5% em relação a 2024, fechando o ciclo com desempenho abaixo do esperado.
Desempenho mensal e trimestral aponta retração
O mês de dezembro, tradicionalmente movimentado devido às festas de fim de ano, não conseguiu reverter a tendência de baixa. Os dados divulgados em 14 de janeiro de 2026 mostram que, na comparação com novembro, as vendas do comércio caíram 0,9%. Na análise anual, referente a dezembro de 2025 frente a dezembro de 2024, a retração foi ainda mais acentuada, chegando a 1,5%.
O último trimestre do ano também refletiu essa dificuldade. Entre outubro e dezembro de 2025, o volume de vendas apresentou uma queda de 1,7% na comparação com o mesmo período do ano anterior. Na avaliação sequencial, o quarto trimestre ficou 0,9% abaixo do desempenho registrado no terceiro trimestre de 2025.
Análise do cenário econômico
Os números do IVS revelam um cenário desafiador para o varejo brasileiro no encerramento de 2025. A queda acumulada de 0,5% no ano sinaliza que o setor enfrentou obstáculos significativos para crescer, possivelmente impactado por fatores como a inflação, o crédito mais restrito e a cautela do consumidor.
A performance negativa no crucial mês de dezembro é um indicador particularmente sensível, pois este período costuma concentrar uma parcela importante do faturamento anual das empresas. A incapacidade de fechar o ano com um resultado positivo mesmo na temporada de festas acende um alerta sobre a saúde do consumo interno.
O que os números indicam para o futuro?
Os resultados trimestrais consecutivos em queda sugerem que a desaceleração não foi um evento isolado, mas sim uma tendência que se consolidou no segundo semestre de 2025. Para os empresários e analistas do setor, os dados do Índice do Varejo Stone servirão como um termômetro essencial para planejar estratégias em 2026.
A recuperação do setor dependerá de uma combinação de fatores, incluindo a evolução da atividade econômica nacional, o poder de compra das famílias e a confiança do consumidor. O desempenho do primeiro trimestre do novo ano será observado com atenção para verificar se a tendência de retração se mantém ou se há espaço para uma reversão.