Alta do petróleo eleva risco de recessão e pressiona inflação global
Alta do petróleo eleva risco de recessão global

A escalada do preço do barril de petróleo está gerando preocupações econômicas globais. Além de pressionar a inflação em todo o mundo, a alta da commodity também eleva significativamente o risco de recessão. Desde o início do conflito no Irã, a economia global vive uma contagem regressiva, com economistas estimando que restam apenas algumas semanas para evitar uma crise econômica de grandes proporções.

Estratégia iraniana e impacto no mercado

Uma das principais armas de contra-ataque do Irã foi o fechamento do Estreito de Ormuz, uma rota estratégica por onde passavam cerca de 20% do petróleo mundial. Essa ação elevou o preço do barril do tipo Brent para o patamar mais alto em quatro anos, atingindo US$ 126 nesta semana. Embora tenha recuado ligeiramente, o valor permanece muito acima da média de US$ 75 registrada antes do conflito.

Pesquisa com economistas americanos

Uma pesquisa realizada pelo jornal "Wall Street Journal" com 50 dos principais economistas dos Estados Unidos revelou que, se o barril de petróleo permanecer acima de US$ 138 por algumas semanas, o risco de recessão ultrapassa os 50%. O economista Patrick de Haan alerta: "Certamente, quanto mais a situação se prolonga, maior se torna a probabilidade de que isso ocorra".

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De Haan explica que o preço do petróleo impacta praticamente toda a economia, pois "quase tudo se move graças ao petróleo: aviões, caminhões e trens. A cadeia de suprimentos global é movimentada por combustíveis. Então, o preço do petróleo é um dos fatores mais determinantes da distribuição dos produtos pelo mundo".

Precedente histórico

O mercado de petróleo carrega um precedente histórico importante: crises econômicas globais, desde a Segunda Guerra Mundial, são sempre causadas ou acompanhadas por aumentos no preço da commodity. O impacto é direto na vida das pessoas: assim que o petróleo fica mais caro, o preço dos produtos sobe e a capacidade de compra diminui.

Pressão adicional sobre os preços

Além do fechamento do Estreito de Ormuz pelos iranianos, o bloqueio americano aos portos iranianos também está pressionando os preços. Segundo o analista especializado no mercado de energia Naveen Das, como o Irã não consegue escoar seu petróleo e os tanques de armazenamento estão quase lotados, em breve o país terá que parar de extrair. Se o mundo perder a produção diária de um milhão e meio de barris iranianos, o preço tende a subir ainda mais.

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