Ibovespa fecha fevereiro com queda de 5% pressionado por guerra e incertezas
Ibovespa cai 5% em fevereiro com guerra e incertezas

Ibovespa fecha fevereiro com desvalorização de 5% em meio a incertezas globais

O Ibovespa, principal índice da B3 (Bolsa de Valores de São Paulo), encerrou o mês de fevereiro com uma queda acumulada de 5%, marcando um período de forte pressão no mercado financeiro brasileiro. Nesta sexta-feira, 27 de março de 2026, o índice fechou em recuo de 0,64%, atingindo os 181,5 mil pontos, consolidando um cenário de volatilidade que preocupou investidores.

Guerra no Oriente Médio e decisões de Trump impactam o mercado

A instabilidade geopolítica causada pela guerra no Oriente Médio foi um dos principais fatores que pressionaram os índices ao longo do mês. Danilo Coelho, economista e especialista em investimentos, explica que a incerteza faz com que o capital, tanto estrangeiro quanto brasileiro institucional, migre da bolsa de valores. “O direcionamento vai mais para a renda fixa até que o ambiente se torne um pouco mais claro, mais tranquilo e previsível”, afirma o especialista.

Além disso, a decisão do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de prorrogar por dez dias o prazo para negociações com o Irã, também impactou o mercado internacional hoje. Essas declarações influenciaram diretamente o preço do petróleo, que é negociado a cerca de 105 dólares por barril, continuando a ditar um sentimento de aversão ao risco global.

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Dólar em alta e desemprego crescente no Brasil

Enquanto o Ibovespa recuava, o dólar fechou em leve alta, cotado a 5,24 reais, refletindo a busca por ativos mais seguros em meio à turbulência. No cenário doméstico, a divulgação da taxa de desemprego, que cresceu para 5,8% no mês passado, ante 5,4% registrados em janeiro, adicionou mais pressão negativa ao mercado.

Esses dados econômicos, combinados com o contexto internacional, criaram um ambiente desafiador para os investidores, que buscaram refúgio em opções de menor risco.

Bancos lideram perdas no índice da B3

Entre as ações de peso no principal índice da B3, os bancos operaram majoritariamente no negativo, contribuindo significativamente para a queda do Ibovespa. O Banco do Brasil (BBAS3) liderou as perdas, com uma baixa de 1,73%, seguido pelo Bradesco (BBDC4), que recuou 1,59%. O Itaú (ITUB4) caiu 1,17%, enquanto o Santander (SANB11) teve uma desvalorização de 1,01%.

Esses movimentos destacam como setores-chave da economia brasileira foram afetados pelas incertezas, com investidores reagindo de forma cautelosa diante dos riscos geopolíticos e dos indicadores econômicos negativos.

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