Pesquisa da CNI revela que trabalhador brasileiro ainda prioriza carteira assinada
Brasileiro ainda prefere carteira assinada, aponta pesquisa da CNI

Pesquisa da CNI revela que trabalhador brasileiro ainda prioriza carteira assinada

Um novo levantamento da Confederação Nacional da Indústria (CNI) indica que o emprego com carteira assinada segue como a principal preferência do trabalhador brasileiro, mesmo diante da expansão de modelos de trabalho mais flexíveis. O estudo, realizado com 2.008 pessoas em todo o país entre outubro de 2025, aponta que a estabilidade e o acesso a direitos continuam pesando fortemente na decisão dos profissionais.

Preferência pelo emprego formal supera outras modalidades

Entre os ocupados que buscaram nova vaga no mês anterior à pesquisa, 36,3% apontaram o regime CLT como a opção mais atrativa. Essa preferência se destaca claramente em comparação com outras formas de trabalho: o trabalho autônomo foi citado por 18,7% dos entrevistados, enquanto o emprego informal apareceu com 12,3%. Modelos mais recentes, como atividades por aplicativos (10,3%) e contratação como pessoa jurídica (6,6%), ainda têm menor adesão entre os brasileiros.

Jovens demonstram maior inclinação para a formalidade

A pesquisa revela que a preferência pelo emprego formal é ainda mais forte entre os jovens. Na faixa etária de 25 a 34 anos, 41,4% dos entrevistados priorizam a carteira assinada, enquanto entre aqueles de 16 a 24 anos, o índice chega a 38,1%. Ambos os percentuais estão acima da média geral, indicando que as novas gerações valorizam significativamente a segurança e os benefícios oferecidos pelo trabalho formal.

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Alta satisfação no mercado de trabalho e desafios na mobilidade

Outro dado relevante do estudo é o alto nível de satisfação no mercado de trabalho atual. Segundo a pesquisa, 95% dos entrevistados se declaram satisfeitos com a ocupação atual, sendo que 70% se consideram muito satisfeitos. Esse cenário ajuda a explicar a baixa mobilidade profissional observada: apenas 20% dos ocupados buscaram ativamente uma nova colocação no período analisado.

No entanto, há sinais de desalinhamento entre oferta e demanda no mercado. Cerca de 20% dos entrevistados afirmaram não ter encontrado oportunidades atrativas durante a busca por emprego, o que sugere desafios na adequação entre as vagas disponíveis e as expectativas dos trabalhadores.

Metodologia e confiabilidade dos dados

O levantamento da CNI foi conduzido com rigor metodológico, ouvindo 2.008 pessoas em todo o território nacional. A pesquisa, realizada em outubro de 2025, possui uma margem de erro de dois pontos percentuais, garantindo uma representação confiável das preferências e percepções dos trabalhadores brasileiros. Esses dados reforçam a importância contínua da formalização no mercado de trabalho, mesmo em um contexto de transformações e surgimento de novas modalidades de emprego.

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