Ovos de Páscoa custam até 266% mais que tabletes de chocolate no interior de SP
Ovos de Páscoa custam 266% mais que tabletes no interior de SP

Diferença de preços na Páscoa chama atenção no interior paulista

Uma pesquisa realizada pelo Procon-SP entre os dias 18 e 19 de março deste ano revelou que os ovos de Páscoa podem custar até 266% a mais do que os tabletes de chocolate em supermercados do interior de São Paulo. O levantamento foi feito em 42 estabelecimentos de seis cidades: Presidente Prudente, Bauru, Sorocaba, Jundiaí, São José do Rio Preto e Araçatuba.

Comparação entre ovos e tabletes de chocolate

O estudo focou em produtos da marca Lacta, amplamente disponível nos locais pesquisados. Enquanto o ovo de Páscoa ao leite pesa 157 gramas, o tablete equivalente tem 145 gramas, uma diferença de apenas 12 gramas. No entanto, os preços apresentam uma disparidade impressionante.

Nas seis cidades analisadas, os ovos de Páscoa variaram de R$ 56,99 a R$ 71,98, com média de R$ 65,07. Já os tabletes de chocolate tiveram preços entre R$ 16,59 e R$ 18,63, com média de R$ 17,75. Isso significa que, em média, os consumidores pagam significativamente mais pelo produto festivo, mesmo com peso similar.

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Variações de preços em diferentes cidades

Os dados detalhados mostram como os valores flutuam conforme a localidade:

  • Presidente Prudente: Ovo a R$ 71,98 (mais caro) e tablete a R$ 17,39
  • São José do Rio Preto: Ovo a R$ 56,99 (mais barato) e tablete a R$ 16,89
  • Jundiaí: Tablete a R$ 16,59 (mais barato)
  • Araçatuba: Tablete a R$ 18,63 (mais caro)

Além disso, entre estabelecimentos diferentes, os ovos de chocolate podem apresentar diferenças de até 63,90% no preço, dependendo da marca e do peso.

Produtos da ceia também têm grandes variações

A pesquisa do Procon-SP também identificou oscilações expressivas nos preços de legumes e pescados, itens típicos da ceia de Páscoa. Em Presidente Prudente, por exemplo, a batata lavada apresentou diferença de 238,42%, variando de R$ 1,77 a R$ 5,99. Já o filé de tilápia a granel teve variação de 6,65%.

Em outras cidades, os destaques foram:

  • Bauru: Batata lavada com diferença de 125,31% e filé de tilápia com 109,71%
  • Sorocaba: Pimentões amarelo e vermelho com até 178,60% de variação
  • Jundiaí: Pimentão amarelo com 77,46% de diferença
  • São José do Rio Preto: Batata lavada com 234,11% e filé de tilápia com 137,73%
  • Araçatuba: Pimentões com 144,88% e filé de tilápia com 57,33%

Orientações do Procon-SP para os consumidores

Diante dessas variações, o Procon-SP reforça a importância de pesquisar e comparar preços em diferentes estabelecimentos antes da compra. O órgão orienta os consumidores a:

  1. Avaliar a relação entre qualidade, peso e valor do produto
  2. Considerar para quem o chocolate será comprado, levando em conta idade, preferências e restrições alimentares
  3. Verificar informações obrigatórias na embalagem, como prazo de validade, composição e peso líquido

Para ovos que contêm brinquedos, a embalagem deve informar claramente a faixa etária destinada, identificação do fabricante, instruções de uso e montagem, eventuais riscos e o selo de segurança do Inmetro.

Essas recomendações são especialmente relevantes no período da Páscoa, quando muitos consumidores buscam presentear familiares e amigos com produtos de chocolate, mas podem encontrar preços significativamente inflacionados em comparação com opções similares disponíveis durante todo o ano.

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