Gasolina em Manaus sofre segundo aumento em 15 dias e atinge R$ 4,17 na refinaria
Gasolina em Manaus sobe duas vezes em 15 dias e pesa no bolso (02.04.2026)

Gasolina em Manaus sofre segundo aumento em 15 dias e atinge R$ 4,17 na refinaria

A Refinaria da Amazônia (Ream) anunciou um novo aumento no preço da gasolina vendida às distribuidoras no Amazonas, que passa a valer a partir desta sexta-feira (3). O litro do combustível subiu de R$ 3,96 para R$ 4,17 na modalidade EXA (Entrega a Serviço da Compradora), representando um acréscimo de R$ 0,21. Na modalidade LPA (Livre para o Armazém), o valor também saltou de R$ 3,97 para R$ 4,17.

Sequência de reajustes preocupa consumidores

Este aumento ocorre menos de dez dias após uma redução de R$ 0,35 anunciada em 25 de março, quando os preços caíram de R$ 4,32 para os patamares anteriores. Com a nova alta, o preço da gasolina vendida às distribuidoras retorna ao nível acima dos R$ 4,00, após oscilações registradas ao longo do mês de março.

Este é o sexto reajuste consecutivo praticado pela Ream em 2026, marcado por sucessivas altas e quedas em curtos intervalos de tempo. A variação nos preços nas refinarias costuma impactar diretamente o valor final ao consumidor, podendo resultar em aumentos nas bombas dos postos de combustíveis nos próximos dias.

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Aumento também atinge o diesel e postos de Manaus

Além da gasolina, a tabela mais recente da Ream aponta aumento no preço do diesel vendido às distribuidoras em Manaus. Os dados indicam que o valor do combustível teve alta ao longo de março, saindo de R$ 5,09 no dia 6 para R$ 5,69 em 13 de março, o maior valor cobrado no ano até então. A atualização de 3 de abril mantém o diesel em patamar elevado, consolidando a tendência de alta no período, com o valor de venda a R$ 6,60.

Pela segunda vez em menos de um mês, o preço do litro do combustível aumentou nos postos da capital amazonense, passando de R$ 7,29 para R$ 7,59. A mudança começou a ser percebida desde 22 de março. Além da gasolina comum, a versão aditivada do combustível também teve aumento, saindo de R$ 7,49 para R$ 7,79.

A mudança surpreendeu motoristas pela falta de aviso prévio e pelo curto intervalo entre os aumentos. Até 6 de março, o litro da gasolina comum em Manaus era vendido para o consumidor final a R$ 6,99. No dia 7 de março, houve o primeiro aumento, também de R$ 0,30, valor mantido por apenas 15 dias até o aumento mais recente.

Manaus entre as capitais com gasolina mais cara

Dados da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) mostram que o preço médio da gasolina em Manaus já vinha em alta desde o início de 2026. Na primeira semana de janeiro, o preço médio do litro chegou a R$ 6,98, segundo levantamento da ANP.

No ranking nacional daquele período, Rio Branco, no Acre, liderava com gasolina a R$ 7,24, seguida por Porto Velho, em Rondônia, com R$ 7,09. Manaus aparecia em terceiro lugar, com média de R$ 6,98 por litro. A capital amazonense também registrava um dos etanóis mais caros do país, com média de R$ 5,49, empatada com Porto Velho.

Especialistas apontam que fatores como custos logísticos na região, preços nas refinarias e impostos estaduais, como o ICMS, ajudam a explicar os valores mais altos na região Norte.

Medidas para conter alta do diesel

Para tentar reduzir o impacto ao consumidor, o Amazonas e outros 20 estados já indicaram adesão à proposta do governo federal que prevê uma subvenção (subsídio) a importadores de diesel para conter a alta do preço do combustível no país.

Pela proposta apresentada aos governadores, o governo federal pretende conceder uma subvenção aos importadores de diesel. O benefício seria de R$ 1,20 por litro até o fim de maio, dividido igualmente entre União e estados, com R$ 0,60 para cada parte.

O acordo teria validade de dois meses e, nesse período, a perda estimada de arrecadação para os estados é de cerca de R$ 1,5 bilhão. A compensação será feita por meio da retenção de parte do Fundo de Participação dos Estados (FPE) de cada unidade da federação.

Nesse modelo, os estados não precisariam zerar o Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) — diferentemente da proposta inicial, que previa a redução do imposto sobre o diesel.

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