BRB aprova aumento de capital de até R$ 8,8 bilhões para cobrir rombo do Master
BRB aprova aumento de capital de R$ 8,8 bi após escândalo Master

Banco de Brasília aprova aumento de capital para enfrentar rombo do Master

O Banco de Brasília (BRB) aprovou nesta quarta-feira, 22 de abril de 2026, um significativo aumento de seu capital social, que pode chegar a impressionantes R$ 8,8 bilhões. A decisão foi tomada durante uma assembleia extraordinária dos acionistas do banco estatal, com o objetivo claro de recompor as perdas financeiras decorrentes do envolvimento com o escândalo do Banco Master, instituição de Daniel Vorcaro que foi liquidada pelo Banco Central no final do ano passado.

Impacto no capital social e cronograma de integralização

Atualmente, o capital social do BRB está estabelecido em R$ 2,3 bilhões, mas com esta aprovação, ele poderá saltar para até R$ 11,1 bilhões. O presidente do banco, Nelson Souza, destacou a importância desta medida, afirmando que "já demonstra que o banco tem um cronograma para integralização do capital no prazo de 29 de maio. Grande passo". Para viabilizar este aumento, a assembleia autorizou uma alteração estatutária crucial, elevando o limite de ações de 720 milhões para 2,5 bilhões.

Participação do governo do Distrito Federal e outros acionistas

O governo do Distrito Federal, sob a liderança de Celina Leão (PP), que possui uma participação de 56,48% no BRB através de ações ordinárias, votou a favor da medida. Para manter esta participação sem diluição, o governo terá que realizar um aporte de até R$ 5 bilhões no banco. Outros acionistas também se posicionaram:

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  • O Instituto de Previdência dos Servidores do Distrito Federal (Iprev-DF), com 18,73% de participação, manifestou-se favoravelmente.
  • A Associação dos Funcionários Aposentados e Pensionista do BRB (ANEABRB) foi o voto vencido, opondo-se à decisão.

Contexto do escândalo do Banco Master e investigações

O BRB busca se recuperar financeiramente após adquirir cerca de R$ 12 bilhões em ativos do Banco Master, negócio que está sob investigação por suspeitas de fraude. A venda desses ativos ao BRB é alvo de escrutínio, aumentando a pressão sobre a instituição brasiliense. As novas ações serão ofertadas exclusivamente aos acionistas atuais através de uma subscrição privada, com uma sugestão de aporte mínimo de R$ 536 milhões.

Este movimento representa um esforço estratégico do BRB para fortalecer sua base financeira e restaurar a confiança no mercado, enquanto enfrenta as consequências do caso Master. A situação destaca os desafios enfrentados por bancos estatais em meio a crises financeiras e a necessidade de transparência e robustez capital.

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