A piscicultura brasileira continua enfrentando obstáculos significativos para retomar as exportações de peixes ao mercado europeu. A Associação Brasileira da Piscicultura (Peixe BR) manifestou profunda preocupação com as novas medidas restritivas impostas pela União Europeia (UE), que dificultam ainda mais o acesso dos produtos brasileiros ao bloco.
Impacto das restrições da UE
Segundo a entidade, as exigências sanitárias e fitossanitárias adicionais, somadas a barreiras técnicas, têm impedido a retomada plena das exportações. A decisão da UE afeta diretamente os produtores nacionais, que já vinham se preparando para ampliar a participação no mercado internacional.
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Reação do setor
Em nota oficial, a Peixe BR destacou que as medidas não consideram os avanços sanitários alcançados pela piscicultura brasileira nos últimos anos. A associação defende que o Brasil possui um dos sistemas de controle mais rigorosos do mundo e que as restrições são injustificadas.
O setor já havia demonstrado otimismo com a possível retomada das negociações, mas as novas exigências frustraram as expectativas. Produtores de várias regiões do país relatam prejuízos acumulados e incerteza quanto ao futuro das exportações.
Negociações em andamento
O governo brasileiro, por meio do Ministério da Agricultura, busca diálogo com as autoridades europeias para reverter a situação. Representantes da pasta já agendaram reuniões técnicas para apresentar evidências da qualidade sanitária dos peixes brasileiros.
Enquanto isso, a Peixe BR orienta os associados a diversificarem mercados, buscando alternativas na Ásia e no Oriente Médio. A entidade também reforça a importância de investir em certificações internacionais para facilitar o acesso a outros blocos econômicos.
Contexto do mercado
A piscicultura brasileira é uma das que mais cresce no mundo, com destaque para a produção de tilápia e tambaqui. O mercado europeu representa uma fatia significativa das exportações, e as restrições atuais podem comprometer a meta de expansão do setor.
A Peixe BR continuará monitorando a situação e atuando junto aos órgãos competentes para garantir que os interesses dos piscicultores brasileiros sejam defendidos.



