Lula defende agro brasileiro na Alemanha e combate mitos sobre biocombustíveis
Lula defende agro e biocombustíveis na Alemanha

Presidente brasileiro defende setor agropecuário em evento na Alemanha e rebate críticas sobre sustentabilidade

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) realizou uma vigorosa defesa do agronegócio brasileiro durante sua participação no encontro econômico Brasil-Alemanha, realizado nesta segunda-feira, 20 de abril de 2026, na cidade de Hannover, na Alemanha. Em discurso direcionado a empresários e autoridades alemãs, Lula pediu que não acreditem em "mitos" disseminados sobre a produção de biocombustíveis no Brasil.

Combate à desinformação sobre biocombustíveis

O mandatário brasileiro foi enfático ao rebater alegações de que a produção de biocombustíveis comprometeria a segurança alimentar do país. "Ninguém seria louco de substituir a produção de comida pela produção de biodiesel. Ninguém come diesel ou gasolina, as pessoas comem comida", declarou Lula, acrescentando que "nós sabemos da importância de fazer com que os dois setores possam se desenvolver concomitantemente".

Lula caracterizou as críticas como parte de uma "mitologia dita por alguns que são contra a inovação tecnológica" na área de combustíveis. O presidente convidou os céticos a visitarem o Brasil para constatarem pessoalmente a realidade da produção nacional.

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Preocupação com barreiras europeias

Durante sua fala, o presidente brasileiro expressou preocupação com possíveis barreiras que a União Europeia poderia criar contra os biocombustíveis brasileiros. Lula destacou que "o transporte é hoje um dos principais gargalos de descarbonização da Europa" e alertou que medidas restritivas poderiam dificultar o fornecimento de energia limpa para os europeus em um momento crítico.

O petista mencionou especificamente mecanismos unilaterais de cálculo de carbono implementados em janeiro que, segundo ele, desconsideram o baixo nível de emissões no processo produtivo brasileiro baseado em fontes renováveis. "A elevação de padrões ambientais é necessária, mas não é correto adotar critérios que ignorem outra realidade e prejudiquem os produtores brasileiros", argumentou.

Defesa da sustentabilidade brasileira

Lula foi categórico ao afirmar que "não há hipótese de o Brasil deixar de produzir alimentos ou de ocupar a mata atlântica ou a amazônica por causa da produção de biocombustível". O presidente atribuiu parte das críticas à desinformação e a documentos técnicos que não refletiriam a realidade do setor no país.

Esta não foi a primeira vez que o tema foi abordado durante a viagem. No domingo, durante a abertura da Feira Industrial de Hannover (Hannover Messe 2026), Lula já havia defendido a necessidade de combater "narrativas falsas a respeito da sustentabilidade" da agricultura brasileira.

Oportunidades em minerais críticos

Além da defesa do agronegócio e dos biocombustíveis, o presidente brasileiro destacou as oportunidades de investimento em setores estratégicos. Lula falou sobre a exploração de minerais críticos e terras raras, essenciais para a transição energética digital, como um caminho para o Brasil deixar de ser considerado um país em desenvolvimento.

"Oferecemos oportunidades crescentes em setores decisivos para o futuro", afirmou o presidente, ressaltando que "não aceitaremos modelos que reduzam nosso território à extração de recursos voltados a atender apenas demandas externas". Lula garantiu que as riquezas do Brasil servirão ao desenvolvimento da população e das empresas brasileiras.

O discurso ocorreu no pavilhão brasileiro da Feira Industrial de Hannover, com a presença de empresários e políticos brasileiros e alemães, marcando um importante momento nas relações econômicas entre os dois países.

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