Piracicaba: escuridão em praças e ruas persiste mesmo após taxa de iluminação
Piracicaba: escuridão persiste apesar da taxa de iluminação

Moradores de Piracicaba enfrentam escuridão em praças e ruas

Praças e ruas de bairros como Jardim Gilda, Boa Esperança, Santa Terezinha e São Luís, em Piracicaba (SP), estão mergulhadas na escuridão, gerando insegurança e afastando moradores de áreas de lazer. A população relata que o problema persiste mesmo com a cobrança da nova Contribuição para Custeio do Serviço de Iluminação Pública (Cosip), implementada no início do ano.

Relatos de moradores

O auxiliar de serviços gerais Sidney Oliveira, morador do Jardim Gilda, costumava frequentar a praça com a esposa, mas agora evita o local à noite. "Eu venho, mas quase antes de escurecer, porque quando escurece já fica complicado. As pessoas não respeitam, a gente nem sabe quem está frequentando o parque", relata. A situação se repete na praça do Boa Esperança, ao lado de um posto de saúde. "Não dá para trazer as crianças para brincar, tem que vir só de tarde ou de manhã. De noite, com esse calor, não dá", afirma Bruna Roberta.

No Santa Terezinha, a pista de caminhada da Rua Adelmo Cavagioni tem cinco postes com lâmpadas queimadas. "Dá para se esconder bem ali e pegar gente de surpresa", diz a auxiliar de produção Roselaine Tobias, referindo-se ao mato alto próximo aos postes apagados. No São Luís, a auxiliar administrativa Rafaela Santos relata que uma casa ao lado de uma passagem escura já foi alvo de criminosos. "Já aconteceu de pularem e roubarem lá dentro. Entraram e roubaram televisão e microondas", conta.

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Posição da prefeitura

A Prefeitura de Piracicaba informou que atos de vandalismo deixaram os locais mostrados pela reportagem sem iluminação pública. A administração municipal afirmou que enviará equipes para avaliação e programação do conserto.

Nova taxa de iluminação

A Cosip é um tributo municipal criado para financiar a instalação, manutenção e modernização da iluminação pública. Devem pagar a taxa tanto proprietários de imóveis conectados à rede de energia quanto donos de terrenos, com ou sem construção, que não possuam ligação com a rede. Desde a implementação, o valor já foi alterado duas vezes. Um primeiro reajuste em janeiro aumentou os valores, que foram parcialmente reduzidos em abril, mas ainda permaneceram acima do preço original. A legislação permite que a prefeitura altere os valores mensalmente, com base em índices de preços, custo da energia elétrica e bandeiras tarifárias. A cobrança máxima para imóveis residenciais com consumo acima de 1.000 kWh era de R$ 90 em janeiro. Em 1º de maio, o valor passará a ser R$ 91,73.

"A gente vai trabalhar, paga os impostos tudo certinho, mas cada vez mais a gente fica pensando 'o que que tá acontecendo?', porque em vez de melhorar, piora", desabafa Rafaela Santos.

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