Operadores hoteleiros exigem regulamentação de aluguéis de temporada em fórum no Rio
Hoteleiros cobram regras para aluguéis de temporada em fórum

Operadores hoteleiros cobram regulamentação de aluguéis de temporada em fórum no Rio

O primeiro painel do VEJA Fórum de Turismo, realizado nesta quinta-feira, 19 de março de 2026, no Rio de Janeiro, reuniu especialistas do mercado para analisar o panorama turístico da cidade. O debate foi marcado por análises aprofundadas sobre os desafios e oportunidades do setor, com participação de lideranças representativas da indústria hoteleira e de agências de viagem.

Demandas dos operadores turísticos

Marcelo Siciliano, presidente da Associação Brasileira de Agências de Viagens do Rio de Janeiro (Abav-RJ), abriu o painel enfatizando a importância da tecnologia como aliada do setor. Ele destacou que, embora ferramentas como Inteligência Artificial e Google sejam úteis, não podem substituir o trabalho humano especializado.

"Um bom agente de viagem é mais importante do que qualquer tiktoker, influencer e inteligência artificial", afirmou Siciliano, lembrando o papel crucial que esses profissionais desempenharam durante a pandemia de Covid-19 para resolver problemas de viagens agendadas.

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Segurança e regulamentação como prioridades

José Domingo Bouzon, presidente da Associação Brasileira da Indústria de Hotéis (Abih), apresentou dados impressionantes sobre o crescimento turístico do Rio de Janeiro. A cidade bateu recorde no ano passado com mais de 2 milhões de turistas estrangeiros, com expectativa de alcançar 4,5 milhões na temporada 2025/2026.

No entanto, Bouzon alertou para questões de segurança, defendendo uma verificação minuciosa dos dados da Ficha Nacional de Registro de Hóspedes (FNRH) enviada à Polícia Federal. "A falta de regras para aluguéis de curta temporada é uma porta aberta para o crime", afirmou, destacando a necessidade urgente de regulamentação desse segmento.

Perspectivas de crescimento e desafios regulatórios

Eduardo Giestas, CEO da Atlantica Hotels, apresentou uma visão otimista sobre o futuro do setor hoteleiro, projetando um ciclo de cinco a dez anos de expansão. Ele reconheceu, porém, que o setor foi "muito incompetente na gestão de preço" nos últimos anos, mas vê um cenário promissor com o aquecimento do mercado de eventos.

Giestas concordou com Bouzon sobre a necessidade de regulamentação para plataformas como Airbnb: "Essas plataformas surgem de um vácuo regulatório. O que a gente tem que brigar é pela competição igualitária, saudável. Tem espaço para todo mundo".

Contexto do setor turístico brasileiro

O fórum ocorre em um momento especialmente favorável para o turismo brasileiro. No ano passado, o setor registrou um faturamento recorde de 185 bilhões de reais, com quase 10 milhões de turistas estrangeiros visitando o país - o maior fluxo da história.

Os especialistas concordaram que, para consolidar esses resultados positivos, é fundamental enfrentar os desafios regulatórios, especialmente no que diz respeito aos aluguéis de temporada, garantindo segurança para os turistas e condições justas de concorrência para todos os operadores do setor.

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