Em uma série de mensagens publicadas na rede social X, nesta sexta-feira (10), o Papa Leão XIV fez críticas diretas e contundentes a conflitos armados em todo o mundo, denunciou a violência em regiões do Oriente Médio e voltou a defender, com veemência, uma maior justiça social no planeta. “Deus não abençoa nenhum conflito”, escreveu o pontífice em sua primeira publicação, estabelecendo um tom firme e moral para suas declarações.
Condenação à violência e defesa da paz
Na sequência de suas mensagens, o líder religioso afirmou que “quem é discípulo de Cristo, Príncipe da Paz, nunca se coloca ao lado daqueles que ontem empunhavam a espada e hoje lançam bombas”. O papa deixou claro que não serão as ações militares a criar espaços de liberdade ou tempos de paz duradouros, defendendo que a solução passa “apenas pela promoção paciente da convivência e do diálogo entre os povos”.
Proteção aos locais sagrados no Oriente Médio
Ao comentar especificamente a situação em áreas consideradas sagradas no “Oriente cristão”, ele classificou a violência como “absurda e desumana”. Segundo o pontífice, esses locais têm sido “profanados pela blasfêmia da guerra e pela brutalidade dos negócios”, sem o devido respeito à vida humana. O Oriente Médio, especialmente Israel, Palestina e Jordânia, reúne importantes lugares sagrados para os cristãos, como:
- A Igreja do Santo Sepulcro em Jerusalém, local da crucificação e sepultamento de Jesus.
- A Basílica da Natividade em Belém, onde Jesus teria nascido.
- O Rio Jordão, onde teria sido batizado.
- Nazaré, onde teria acontecido a anunciação do anjo a Maria.
O papa enfatizou que “nenhum interesse pode valer mais do que a vida dos mais frágeis, das crianças, das famílias; nenhuma causa pode justificar o sangue inocente derramado”, reforçando seu apelo pela proteção dos vulneráveis em meio aos conflitos.
Desigualdade social global como prioridade
Além das questões de guerra, o pontífice também abordou a desigualdade social em escala mundial. Ele destacou que “centenas de milhões de pessoas em todo o mundo vivem em extrema pobreza”, enquanto há riquezas desproporcionais concentradas nas mãos de poucos. Para ele, esse cenário é “injusto” e exige ação imediata e eficaz.
O papa argumentou que, na base das desigualdades, não há falta de recursos, mas a necessidade urgente de enfrentar problemas solucionáveis relacionados à sua distribuição mais equitativa. “Isso deve ser realizado com senso moral e honestidade”, concluiu, chamando a atenção para a responsabilidade coletiva em promover uma sociedade mais justa e equilibrada.



