Isabelle Drummond fala sobre fé, preconceito e retorno às novelas após 7 anos
Isabelle Drummond sobre fé, preconceito e volta às novelas

Isabelle Drummond retorna à televisão e fala abertamente sobre fé e preconceito

De volta aos folhetins depois de um hiato de sete anos, a atriz Isabelle Drummond afirma que a fé sempre foi seu principal ponto de sustentação, mas também motivo de julgamento e preconceito. Em entrevista exclusiva, ela revela que já enfrentou discriminação por ser evangélica e avalia que a intolerância religiosa se intensificou significativamente nos últimos anos.

"Foi algo muito agravado pela política. Existe uma ideia errada sobre o que é a religião evangélica", afirma a artista, destacando como questões políticas têm influenciado negativamente a percepção pública sobre sua crença.

Uma jornada espiritual pessoal e consolidada

Batizada aos 10 anos em uma igreja batista, Isabelle conta que a espiritualidade nunca foi uma imposição familiar, mas sim uma escolha pessoal que se consolidou firmemente durante sua vida adulta. Atualmente, ela frequenta regularmente a Comunidade de Fé e participa ativamente de cultos, estudos bíblicos e encontros semanais com outros fiéis.

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"Não existe nada na minha vida fora desse lugar de entrega a Deus", declara a atriz com convicção, enfatizando o papel central que a fé desempenha em sua existência.

Fortalecimento após tragédia familiar

A relação de Isabelle Drummond com a fé se fortaleceu especialmente após uma dolorosa tragédia familiar. Em 2007, quando tinha apenas 13 anos e integrava o elenco da novela "Eterna Magia", ela perdeu o pai, Fernando Luiz Drummond Xavier, morto durante uma suspeita de assalto em Piratininga, na região metropolitana do Rio de Janeiro.

"É um luto muito difícil. Com o tempo as coisas se assentam, mas não é algo que se resolve. A falta é eterna", compartilha a atriz, emocionada. "Creio que vou reencontrar meu pai, e isso é uma grande esperança que carrego comigo".

Celebração de 25 anos de carreira e novo personagem

A volta às novelas coincide com a celebração de 25 anos de carreira artística. Isabelle estreou na televisão ainda criança, na minissérie "Os Maias", em 2001. No mesmo ano, ganhou projeção nacional ao interpretar a icônica boneca Emília em "O Sítio do Picapau Amarelo", clássico de Monteiro Lobato exibido pela TV Globo, onde permaneceu até 2006.

Agora, em "Coração Acelerado", ela encara o desafio de interpretar a vilã Naiane, mergulhando em sentimentos complexos que afirma nunca ter explorado anteriormente em cena, como inveja, competição acirrada e narcisismo exacerbado.

Preparação física e projetos feministas

Para compor a personagem, ambientada no universo sertanejo, a atriz intensificou consideravelmente seus treinos na academia. Segundo ela, queria desenvolver um visual mais marcante e adequado à proposta da trama, com "pernão e bundão" que refletissem a personalidade da personagem.

Fora da televisão, Isabelle tem buscado ativamente projetos ligados a pautas femininas e empoderamento das mulheres. Em 2024, protagonizou o espetáculo "Tina, Respeito", em parceria com a ONU Mulheres, inspirado na personagem de Mauricio de Sousa e na graphic novel adaptada por Fefê Torquato.

Na peça, ela vive uma jornalista determinada que enfrenta machismo estrutural e assédio no ambiente de trabalho. "Situações machistas acontecem todos os dias, infelizmente. Às vezes, você é mais respeitada quando há um homem ao seu lado, o que é muito triste", observa a atriz, destacando a importância de continuar lutando por igualdade de gênero.

Posicionamento firme apesar das críticas

Apesar das diversas críticas que já recebeu por sua fé e posicionamentos, Isabelle Drummond garante que não deixa de se expressar ou de viver plenamente suas crenças por causa disso. Sua trajetória mostra uma mulher que equilibra carreira artística de sucesso com convicções religiosas profundas e engajamento social relevante.

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