CNBB substitui votos em papel por sistema eletrônico para acelerar decisões em Aparecida
A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) está implementando uma mudança significativa em seus processos de votação. Pela primeira vez, a instituição utilizará dispositivos eletrônicos, conhecidos como "keypads", durante as votações da 62ª Assembleia Geral, que tem início nesta quarta-feira (15), no Santuário Nacional de Aparecida, localizado no interior de São Paulo. Esta iniciativa marca uma transição do tradicional escrutínio em papel para um modelo mais moderno e eficiente.
Funcionamento e benefícios do novo sistema
Os aparelhos eletrônicos permitem o registro de votos em tempo real, sem a necessidade de conexão com internet ou redes, garantindo maior agilidade e precisão nas deliberações dos bispos. Durante as votações, os participantes utilizarão o teclado numérico dos dispositivos, onde o número 1 corresponde ao voto "sim", o 2 ao "não" e o 3 ao "nulo".
De acordo com o secretário-geral da CNBB, Dom Ricardo Hoepers, a proposta busca modernizar o processo, com o objetivo de "avançar com menos papel, mais tempo, confiabilidade e mais tecnologia que está à disposição de votação eletrônica". O sistema foi desenvolvido pela empresa X Vote, especializada em votações para assembleias e eventos, e apresentado pelo subsecretário da CNBB, padre Leandro Megeto.
Testes e expectativas para a assembleia
A tecnologia já havia sido testada em fevereiro, durante uma reunião do Conselho Permanente da CNBB, onde os bispos simularam votações após receberem orientações sobre o funcionamento do sistema. Participantes do teste relataram que a ferramenta pode reduzir significativamente o tempo de apuração, além de aumentar a organização e a segurança das decisões, mantendo a transparência do processo.
Entre as pautas previstas para votação na assembleia estão a aprovação de equipes e atas, bem como as Diretrizes Gerais da Ação Evangelizadora da Igreja no Brasil (DGAE), documento que orientará as ações pastorais da Igreja no país pelos próximos anos. Esta adoção de tecnologia reflete um esforço contínuo da CNBB em se adaptar a métodos mais eficientes para suas atividades institucionais.



