Bispo católico é preso nos Estados Unidos após investigação por crimes financeiros e visitas a bordel
Um bispo católico de alto escalão da Califórnia, Emanuel Shaleta, foi preso no Aeroporto Internacional de San Diego na quinta-feira, 5 de março de 2026, ao tentar deixar os Estados Unidos. A detenção ocorreu após uma investigação de meses conduzida por autoridades americanas, que levantou acusações graves contra o religioso.
Acusações de peculato e lavagem de dinheiro
Shaleta, que liderava a Eparquia Católica Caldeia de São Pedro Apóstolo, enfrenta oito acusações de peculato, oito de lavagem de dinheiro e uma de crime de colarinho branco agravado. Segundo as investigações, ele teria desviado pagamentos de aluguel de propriedades da igreja e utilizado fundos de caridade para encobrir os rastros das transações ilícitas.
Os desvios financeiros teriam sido realizados de forma sistemática, com o objetivo de beneficiar o bispo pessoalmente. As autoridades destacam que o montante envolvido é significativo, embora valores exatos ainda não tenham sido divulgados publicamente.
Visitas a bordel ligado a tráfico humano
Além das acusações financeiras, a investigação documentou que Shaleta realizou ao menos 12 visitas ao Hong Kong Gentlemen’s Club, um bordel localizado em Tijuana, no México. O estabelecimento é conhecido por ser alvo frequente de operações policiais contra o tráfico humano.
As visitas foram comprovadas por meio de registros de transporte exclusivo fornecido pelo local, que foram rastreados pelas autoridades. No entanto, até o momento, não há indícios de que o bispo estivesse envolvido diretamente com abuso de menores ou tráfico sexual.
Reações e desdobramentos do caso
Após a revelação das acusações, o bispo Emanuel Shaleta apresentou renúncia ao seu cargo, mas a decisão ainda não foi avaliada pelo Vaticano. A Igreja Católica local tem se mantido reservada sobre o caso, aguardando o andamento legal.
Alguns fiéis da diocese manifestaram apoio ao religioso, destacando seu trabalho pastoral anterior. Contudo, as autoridades enfatizam que as evidências são robustas e que o processo judicial seguirá seu curso.
A prisão de Shaleta ocorreu no contexto de um esforço mais amplo para combater crimes financeiros e exploração humana, com foco em figuras públicas e religiosas. O caso deve servir como alerta para a necessidade de maior transparência e fiscalização nas instituições religiosas.



