Renan Oliveira homenageia Jorge Aragão com álbum ao vivo 'Samba e prece'
O cantor Renan Oliveira lançou na sexta-feira, 27 de fevereiro, o álbum ao vivo 'Samba e prece – Renan Oliveira canta Jorge Aragão', um tributo ao renomado sambista que completa 77 anos no próximo domingo, 1º de março. A gravação foi realizada em novembro na casa de samba Batuq, localizada no bairro da Penha, zona norte do Rio de Janeiro, e marca um momento de crescente valorização da obra de Aragão, revelado há 50 anos com a gravação de 'Malandro' por Elza Soares em 1976.
Uma onda de tributos ao poeta do samba
Este álbum de Renan Oliveira é o terceiro tributo fonográfico a Jorge Aragão lançado no espaço de um ano, evidenciando a relevância contínua do compositor. Em março do ano passado, a cantora Eliana Pittman apresentou 'Nem lágrima nem dor', com produção musical de Rodrigo Campos. Já em fevereiro de 2026, no dia 6, o coletivo carioca Monobloco lançou 'Mar de Aragão – Monobloco canta Jorge Aragão', focado no repertório carnavalesco do sambista, incluindo sucessos como 'Alegria Carnaval' e 'Suor no rosto'.
A pluralidade da obra de Jorge Aragão
Com 26 músicas distribuídas em 12 faixas, o álbum 'Samba e prece' destaca a diversidade da produção de Aragão, conhecido como O poeta do samba. O repertório inclui clássicos como 'Mutirão de amor' e 'Moleque atrevido', além de 'Identidade', que aborda o orgulho negro. Nascido em 1º de março de 1949, Jorge Aragão da Cruz se aproxima dos 80 anos como uma unanimidade no universo do samba, não apenas no Rio de Janeiro, cidade que compartilha a data de aniversário com ele.
Trajetória de um ícone musical
Curiosamente, Aragão não nasceu no berço do samba. Na adolescência, ele preferia ouvir rock, e só se envolveu com o gênero por volta dos 18 anos ao conhecer o parceiro Jotabê. Antes de se tornar um sambista reverenciado, ele foi corneteiro de quartel. Sua carreira decolou quando se juntou ao bloco Cacique de Ramos, onde Beth Carvalho ouviu e gravou 'Vou festejar' em 1978. Desde então, sua trajetória tem sido marcada por coerência e celebração, agora honrada por artistas como Eliana Pittman, Monobloco e Renan Oliveira em álbuns que, apesar de diferentes, se unem pela devoção ao seu cancioneiro.



