Marina retorna ao Lollapalooza Brasil com performance nostálgica e fãs dedicados
A cantora galesa Marina, anteriormente conhecida como Marina and the Diamonds, realizou seu terceiro show no Lollapalooza Brasil neste sábado, 21 de março de 2026. Considerada uma figurinha carimbada do festival, a artista subiu ao palco principal durante a tarde, antecedendo a apresentação de Chappell Roan, e foi recebida por uma multidão alegre e dançante que demonstrou lealdade inabalável.
Visual e performance mantêm a essência da artista
Marina entrou no palco vestindo um conjuntinho florido, que ela descreveu como inspirado na flor nacional brasileira, iniciando a apresentação com "Princess of Power". A plateia, empunhando leques que serviram como percussão, mostrou-se animada desde o primeiro momento. A artista apareceu sorridente e com a voz em perfeito estado, além de visuais que parecem desafiar o passar do tempo.
No entanto, a crítica aponta que Marina permanece como uma espécie de Katy Perry para os usuários do Tumblr, mantendo seu auge no pop alternativo da década de 2010 sem grandes atualizações ou expansão de público. Em 2016, a cantora foi headliner do festival; em 2026, apresentou-se no período da tarde.
Repertório equilibra novo álbum e clássicos consagrados
O show no Lollapalooza 2026 priorizou as faixas do álbum atual, "Princess of Power", que mantém a sonoridade característica da artista: canto agudo quase operístico, sintetizadores marcantes e batidas dançantes. Entre os momentos mais aguardados, destacaram-se sucessos antigos como "Bubblegum Bitch" e "Froot", que arrancaram grandes reações do público.
Uma das surpresas da noite foi a performance de "Metallic Stallion", do novo disco, que Marina emendou com uma versão de "Hung Up", da Madonna. A artista expressou desejo de aprender português, limitando-se a agradecimentos básicos durante a apresentação.
Formato tradicional e ausência de hits surpreendem
Apesar dos adornos no pedestal e do repertório atualizado, o show manteve o formato habitual das apresentações de Marina. A artista não se afastou significativamente de sua fórmula consagrada para engajar o público, mas também não pareceu necessário, dada a recepção calorosa.
Entretanto, uma decisão ousada chamou a atenção: a exclusão de hits consagrados como "How to be a Heartbreaker" e "Oh No" da setlist. O destaque ficou por conta de "Primadonna", apresentada como penúltima faixa, gerando um gostinho de despedida antecipada.
Impressão geral: nostalgia e fidelidade dos fãs
O show foi divertido e animado, deixando os fãs empolgados para a headliner que se seguiria. Contudo, a sensação predominante é que quem já assistiu a apresentações anteriores de Marina praticamente reviu o mesmo espetáculo, com a grande diferença sendo a ausência de alguns sucessos esperados.
Marina demonstrou, mais uma vez, que conta com uma base de fãs fiéis no Brasil, capazes de lotar o palco principal e cantar todas as músicas, mesmo quando a artista não inova significativamente em sua performance. O Lollapalooza 2026 confirmou que, apesar das mudanças no cenário musical, a conexão entre a cantora e seu público brasileiro permanece forte e vibrante.



