Irmãos Adnet lançam álbum 'Falso antigo' com homenagem ao samba clássico
Irmãos Adnet lançam 'Falso antigo' com samba clássico

Irmãos Adnet celebram tradição musical em novo álbum 'Falso antigo'

Os irmãos Chico Adnet e Mario Adnet aprofundam sua parceria musical no álbum 'Falso antigo', lançado em 13 de março, que apresenta nove composições gravadas entre 9 e 30 de setembro de 2024. O trabalho tem como objetivo principal cultuar o passado da música brasileira, especialmente o samba, enquanto incorpora elementos contemporâneos que renovam o gênero.

Homenagem ao Trio Surdina e espírito tradicional

Uma das faixas mais emblemáticas do álbum é 'Samba réquiem (Sete casamentos e um funeral)', interpretada por Mosquito, partideiro reconhecido na linhagem de bambas como Zeca Pagodinho. A canção foi concebida com o espírito do Trio Surdina, grupo instrumental formado na década de 1950 por Chiquinho do Acordeom (1928-1993), o violinista Fafá Lemos (1921-2004) e o violonista Garoto (1915-1955). Essa referência histórica estabelece o tom nostálgico e respeitoso que permeia todo o projeto.

Time de convidados de peso

O álbum conta com participações especiais de artistas consagrados que se alinham perfeitamente com a proposta dos irmãos Adnet:

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  • Mônica Salmaso empresta sua voz ao choro 'Acende o lampião', composto em parceria com Chico e Mario.
  • Jards Macalé (1943-2025) divide os vocais com Chico, Mario e Marcelo Adnet no samba de breque 'Do Aniceto ao acetato', de autoria exclusiva de Chico Adnet.
  • Pedro Miranda interpreta o maxixe 'Fake falso' e a faixa 'Fred Astaire do samba', esta última gravada originalmente em 2013 e finalizada em 2024.
  • Roberta Sá canta o samba 'Falso baiano', cujo título faz uma clara alusão ao clássico 'Falsa baiana' de Geraldo Pereira (1994).

Fusão entre passado e presente

'Falso antigo' representa uma ponte entre gerações, onde os irmãos Adnet demonstram maestria em equilibrar referências históricas com uma produção sonora atualizada. O álbum não apenas revive estilos tradicionais como o samba, choro e maxixe, mas também os reinterpreta com arranjos modernos que dialogam com o público contemporâneo.

As gravações realizadas ao longo de setembro de 2024 capturaram a essência colaborativa do projeto, onde cada convidado trouxe sua identidade musical para enriquecer as composições. O resultado é um trabalho coeso que honra a rica herança musical brasileira enquanto aponta para novas possibilidades criativas dentro desses gêneros consagrados.

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