Bolsa Alma Leopardo: O Ícone Vintage que Une Alaïa, Louis Vuitton e Zendaya
Em um cenário onde modelos como a Speedy, a Neverfull e a Keepall dominam o imaginário da Louis Vuitton, uma peça discreta mas poderosa emerge como tesouro cobiçado entre colecionadores e celebridades. A bolsa Alma em estampa de leopardo, criada pelo lendário estilista Azzedine Alaïa em 1996, está vivendo um renascimento notável, conectando a rica história da marca francesa com o desejo contemporâneo por itens exclusivos e cheios de narrativa.
Uma Edição Especial que Virou Relíquia
Lançada para celebrar os 100 anos do monograma da Louis Vuitton, a Alma leopardo fez parte de uma coleção limitada que reuniu grandes nomes da moda, incluindo Vivienne Westwood e Manolo Blahnik. No entanto, a contribuição de Alaïa se destacou, transformando-se em uma peça de colecionador de valor inestimável. O estilista envolveu a clássica estrutura Art Déco da bolsa – herdeira do modelo Squire de 1934 – em um revestimento de pelo de pônei com estampa animal, imprimindo a sensualidade e o magnetismo característicos de sua obra.
Do Arquivo ao Centro das Atenções
A relevância da estampa leopardo não era acidental. Alaïa já havia adotado o padrão como assinatura em sua coleção de inverno de 1991, e a bolsa ganhou visibilidade quando a supermodelo Naomi Campbell, musa do estilista, foi fotografada com ela em um evento da Louis Vuitton. Anos depois, Beyoncé também ostentou a peça, solidificando seu status de ícone. Recentemente, em uma live shopping da Vogue América em parceria com o eBay, uma Alma leopardo foi arrematada por cerca de 6 mil reais, tornando-se o item mais disputado do leilão e disparando a procura em plataformas de revenda de luxo.
Zendaya e os 130 Anos do Monograma
O retorno da Alma ao radar coincide com um momento simbólico para a Louis Vuitton. Em 2026, a maison celebra 130 anos de seu monograma, criado por Georges Vuitton em 1896, e reposiciona a bolsa como parte central de sua narrativa histórica. A campanha global é estrelada por Zendaya, embaixadora da marca, que reforça a conexão entre legado, cultura pop e desejo moderno. Fotografada ao lado de ícones como a Speedy e a própria Alma, a atriz ajuda a transformar o monograma em uma linguagem viva, mais herança do que simples logotipo.
O Espírito do Momento: Nostalgia e Narrativa
Entre o arquivo e o presente, a Alma de Alaïa encapsula perfeitamente o espírito atual da moda. Em uma era marcada pela nostalgia bem curada e pelo luxo com história, poucas peças conseguem contar uma trajetória tão selvagem e elegante. Nascida de um diálogo entre duas casas lendárias, a bolsa circula hoje como uma relíquia disputada, simbolizando como o passado pode ser reinterpretado para alimentar o desejo contemporâneo.