Pratinho Tradicional Atrai Clientes para a Praça da Cidade 2000 em Fortaleza
Se o cearense fosse pedir algo para comer e celebrar os 300 anos de Fortaleza, o pratinho seria uma das principais opções. Esta iguaria é uma das comidas de rua mais lembradas e vendidas pelos fortalezenses, com uma pesquisa identificando que um dos locais mais citados para saboreá-lo é a Praça da Cidade 2000, conhecida como um polo gastronômico localizado na Regional 7.
O Que Tem no Pratinho?
A base do pratinho costuma ser de duas formas: baião de dois ou arroz branco. Os cremes de vatapá, que podem ser de frango ou camarão, e o creme de galinha são indispensáveis. Também é tradicional o uso de paçoca, que é uma farofa de carne de sol, carne de sol acebolada e linguiça calabresa. Como acompanhamentos, adiciona-se batata palha e saladas, criando uma refeição completa e saborosa.
A cidade de Fortaleza completa 300 anos no dia 13 de abril de 2026, e o g1 Ceará publica uma série de reportagens contemplando histórias e curiosidades de todas as regionais até a data do aniversário da capital cearense. Além de ser um polo gastronômico, a Regional 7 abriga muitos ecossistemas, como o das Dunas, na Sabiaguaba, e o costeiro, na Praia do Futuro. Ainda inclui o Parque do Cocó, no bairro homônimo, totalizando 11 bairros dentro dessa regional.
A Importância do Pratinho
Também chamado de "pratim", o pratinho ocupa praças e calçadas em Fortaleza, observando-se um misto de relações sociais, econômicas e culturais entre os vendedores e os consumidores ao longo das últimas décadas. Izakeline Ribeiro, mestre em gastronomia pela UFC, destaca: "O que mais me chama atenção é a representatividade que o pratinho tem para Fortaleza. É um patrimônio."
Se antes a iguaria era vendida apenas em festas juninas, o ponto de venda do Pratinho da Linda, na Cidade 2000, mostra o contrário: fica aberto durante todo o ano para atender a demanda dos clientes, incluindo cearenses, outros brasileiros e estrangeiros. Lindomar Nepomuceno, dona da barraca, está há 15 anos na praça dividindo espaço com outros permissionários. Ela começou ajudando a montar as barracas e hoje gerencia seu próprio negócio, com uma rotina que inclui preparar arroz branco, baião, creme de galinha, vatapá, linguiça calabresa, verduras e a famosa farofa diariamente.
Polo Gastronômico e Desenvolvimento
A Praça da Cidade 2000 se consolidou como polo gastronômico após a ampliação da avenida Santos Dumont em direção à Praia do Futuro. O bairro deixou de ser uma área isolada e viu o comércio e os serviços pulsarem ainda mais. Implantado em 1970 com o nome original de Conjunto Habitacional Sítio do Cocó, o bairro foi planejado como bairro-dormitório para trabalhadores, com pequenas casas padronizadas e ocupação predominantemente horizontal, projeto assinado pelo arquiteto Rogério Fróes.
O nome "Cidade 2000" refletia o imaginário da época, em que o ano 2000 representava modernidade e progresso. Uma característica marcante do bairro é sua organização em 46 quadras cortadas por alamedas com nomes de flores, contribuindo para sua identidade única na cidade.



