Empresário capixaba preso em MS por lavagem de dinheiro para tráfico
Empresário capixaba preso em MS por lavagem de dinheiro

Um empresário capixaba, identificado como líder de uma organização criminosa especializada em lavagem de dinheiro proveniente do tráfico de drogas no Espírito Santo, foi detido na manhã desta sexta-feira (8) no Aeroporto Internacional de Ponta Porã, no Mato Grosso do Sul, próximo à fronteira com o Paraguai.

Adilson Ferreira foi preso em cumprimento a uma ordem judicial emitida pela 2ª Vara Criminal de Vitória, no contexto da Operação Baest, deflagrada pela Polícia Civil do Espírito Santo. O advogado do empresário foi contatado, mas não respondeu até o momento da publicação. O espaço segue aberto para manifestações.

Operação Baest investiga maior esquema de lavagem de dinheiro do tráfico no ES

A Operação Baest apura um dos maiores esquemas de lavagem de dinheiro do tráfico de drogas no Espírito Santo. Entre os investigados estão um ex-coronel da Polícia Militar, um advogado e empresários capixabas. A prisão foi realizada pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) do Ministério Público Estadual (MPES), com apoio de policiais militares do Núcleo de Inteligência da Assessoria Militar do MPES e do Gaeco do Mato Grosso do Sul.

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Esta é uma etapa posterior à primeira fase das investigações, que em maio de 2025 resultou no cumprimento de mandados de busca e apreensão e no bloqueio de bens dos suspeitos. Na ocasião, Adilson foi detido em sua residência, em Jacaraípe, na Serra, região da Grande Vitória, mas foi liberado posteriormente. Após novas análises do material apreendido, o Ministério Público ofereceu denúncia contra 14 investigados em abril deste ano. Eles são acusados de integrar organização criminosa, falsidade ideológica e lavagem de dinheiro.

Segundo a Polícia Civil, o grupo atua como braço financeiro da facção criminosa Primeiro Comando de Vitória. Ainda nesta sexta-feira, foram determinadas medidas cautelares complementares contra os acusados, incluindo bloqueio de valores, apreensão de veículos, dissolução de empresas usadas para lavagem de capitais e proibição de contratar com o poder público.

Esquema sofisticado de lavagem de dinheiro

Conforme as investigações, o grupo liderado por Adilson opera de maneira sofisticada, utilizando contas de laranjas para ocultar a origem ilícita do dinheiro do tráfico de drogas. A ilegalidade era disfarçada por meio da compra de imóveis e veículos de luxo. Além disso, o grupo movimentava recursos para regiões de fronteira, com o objetivo de adquirir mais drogas e armas.

As apurações sobre a quadrilha começaram em 2023. Os suspeitos recebiam grandes quantias em dinheiro, que eram pulverizadas em diversas contas menores e posteriormente reaglutinadas em uma conta de destino.

Empresário sofreu atentado a tiros

Em março deste ano, Adilson Ferreira foi alvo de um atentado a tiros ao chegar em sua casa, na Serra. A caminhonete em que ele estava foi atingida por pelo menos quatro disparos. Segundo o advogado da vítima, Douglas Luz, o empresário estava a poucos metros da residência quando foi surpreendido por dois homens encapuzados e armados, que fugiram em seguida. Apesar dos disparos, o empresário não foi ferido. De acordo com o advogado, ele conseguiu escapar simulando ter sido baleado.

Na rua onde ocorreu o crime, há câmeras de segurança de outras residências que podem auxiliar na identificação dos suspeitos. Equipes policiais estiveram no local durante a noite para iniciar a investigação. Segundo o advogado, o empresário não estava sofrendo ameaças.

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