Príncipe William fatura milhões com aluguel de prisão abandonada no Reino Unido
O príncipe William, herdeiro do Rei Charles III, acumulou aproximadamente 17 milhões de reais em cerca de dois anos através do arrendamento da antiga prisão de Dartmoor, no Reino Unido, que está desativada há anos devido a graves problemas estruturais e riscos à saúde. A informação foi revelada pelo jornal britânico The Sunday Times, destacando uma situação que tem gerado controvérsia sobre o uso de propriedades reais.
Detalhes do contrato milionário
Segundo a publicação, a penitenciária pertence ao Ducado da Cornualha, um conjunto de propriedades que garante renda privada ao primogênito da monarquia britânica. A área foi alugada ao Ministério da Justiça britânico por 1,5 milhão de libras esterlinas por ano, desde dezembro de 2023, mesmo sem estar em funcionamento ou condições adequadas de uso.
A prisão foi desativada após a identificação de níveis perigosos de gás radônio, uma substância radioativa que inviabilizou sua utilização para abrigar detentos. Atualmente, o local está descrito como "infestado por ratos, aves, morcegos e insetos", conforme relatado pelo veículo. Apesar disso, o contrato de locação permaneceu ativo, garantindo uma receita contínua ao ducado e, consequentemente, ao herdeiro do trono.
Resposta da equipe do príncipe
Em resposta ao The Sunday Times, os porta-vozes do príncipe William afirmaram que o arrendamento da penitenciária reflete acordos antigos e foi negociado em bases comerciais padrão. "Foi negociado em bases comerciais padrão, com ambas as partes recebendo aconselhamento independente. Mantemos contato regular com o Ministério da Justiça, que determina o futuro da prisão", informaram.
Eles acrescentaram que o príncipe tem participado "ativamente" das discussões com o Ministério da Justiça para resolver a questão "o mais rápido possível", buscando uma solução para o impasse envolvendo a propriedade abandonada.
Contexto e implicações
Este caso levanta questões sobre a gestão de propriedades reais e os contratos governamentais no Reino Unido. A prisão de Dartmoor, com sua história e problemas de saúde pública, tornou-se um exemplo de como acordos comerciais podem persistir mesmo em situações de inatividade e degradação.
A renda gerada por esse arrendamento reforça a estrutura financeira privada da Família Real, que muitas vezes opera de forma discreta. Enquanto isso, o Ministério da Justiça britânico continua pagando pelo aluguel de um espaço inutilizável, um fato que pode gerar debates sobre eficiência e transparência nos gastos públicos.
O príncipe William, conhecido por seu envolvimento em causas sociais e ambientais, agora se vê no centro de uma polêmica que mistura finanças reais e questões de infraestrutura abandonada. A situação permanece em aberto, com expectativas de que novas decisões sejam tomadas para resolver o destino da antiga prisão de Dartmoor.



