Camilly Victória, filha de Xanddy e Carla Perez, aborda heterossexualidade compulsória e carreira artística
A filha do cantor Xanddy e da dançarina Carla Perez, Camilly Victória, tem ganhado destaque não apenas por sua herança artística, mas também por suas reflexões pessoais sobre sexualidade. Aos 24 anos, a baiana, que construiu uma carreira ao lado da família, recentemente compartilhou insights sobre o que descreve como heterossexualidade compulsória, um termo que se refere à pressão social para que mulheres se relacionem com homens.
Trajetória artística e atuação no carnaval
Camilly iniciou sua jornada musical aos 19 anos nos Estados Unidos, onde morou com a família, lançando músicas em inglês e performando ao lado do pai. Atualmente, ela atua como produtora musical de Xanddy, com uma participação marcante no carnaval de Salvador deste ano. Enquanto o pai comandava os vocais no trio elétrico, Camilly gerenciava os bastidores, assegurando que tudo ocorresse sem problemas. Além disso, ela trabalhou na produção dos últimos desfiles do bloco infantil Pipoca Doce, de Carla Perez, projeto que encerrou após mais de duas décadas na folia baiana.
Reflexões sobre sexualidade e preconceito
Em 2023, Camilly revelou seu relacionamento com a norte-americana Daze, enfrentando rumores de desaprovação familiar, que ela prontamente negou. Ela enfatizou o apoio incondicional dos pais, destacando que Xanddy e Carla Perez nunca viram sua sexualidade como algo a ser aceito ou não. Recentemente, em stories no Instagram, ela discutiu a heterossexualidade compulsória, explicando como a sociedade impõe padrões de felicidade ligados a relacionamentos heterossexuais, o que pode dificultar o autoconhecimento. Além de sexualidade ser fluida, muitas lésbicas também passam pela heterossexualidade compulsória. Eu mesma passei por isso e sei como às vezes leva tempo para entender o que a gente realmente sente, afirmou.
Vida pessoal e proteção nas redes sociais
Camilly optou por manter discreto seu relacionamento atual, iniciado no ano passado, argumentando que seu perfil nas redes sociais é focado em música e trabalho. Ela descreveu a internet como terra de ninguém e expressou preferência por proteger sua vida privada de energias negativas. Em resposta a perguntas anônimas, ela também abordou questões como assédio masculino, revelando que evita festas sem público LGBT devido a experiências negativas com homens héteros. Infelizmente, no mundo em que vivemos, precisamos nos preocupar 24 horas por dia com quem está ao nosso redor, comentou, enfatizando a importância de saber se defender.
Impacto e mensagem de aceitação
Com mais de um milhão de seguidores no Instagram, Camilly usa sua plataforma para combater preconceitos e promover discussões sobre diversidade. Suas reflexões ressaltam a importância do tempo e do autoconhecimento no processo de entendimento da própria sexualidade, enviando uma mensagem de aceitação e respeito. Cada pessoa tem seu tempo, e se entender é um processo muito bonito, mesmo quando é confuso no começo, concluiu, inspirando seguidores a abraçarem suas jornadas pessoais com paciência e coragem.



