O apresentador de televisão Stephen Colbert protagonizou um momento de forte crítica política em seu programa The Late Show with Stephen Colbert, na CBS, nesta segunda-feira, 5 de janeiro de 2026. Em um discurso que durou cerca de doze minutos, Colbert atacou diretamente o ex-presidente e atual candidato Donald Trump, chegando a chamá-lo de "louco".
Histórico de tensões e novas críticas
O humorista, que já havia sido ameaçado por Trump de ter seu programa cancelado quando este estava na Presidência, voltou a mirar no republicano. Desta vez, as críticas foram motivadas pelas recentes declarações de Trump sobre a Venezuela. Colbert ironizou a capacidade do ex-presidente de governar, sugerindo que ele "não conseguiria governar os dois países ao mesmo tempo".
Em uma de suas tiradas mais afiadas, Colbert brincou com o slogan "America First" (Estados Unidos Primeiro), associado à administração Trump. "Evidentemente, quando ele estava falando sobre 'Estados Unidos primeiro', era em ordem alfabética", disse o apresentador, insinuando uma possível confusão na priorização.
Menção ao caso Epstein e imitações
O discurso de Colbert ganhou um tom ainda mais contundente quando ele mencionou o polêmico caso de Jeffrey Epstein. O apresentador se referiu aos documentos recentemente divulgados sobre o caso, sugerindo, em tom de sátira, que Trump os consideraria "doidos".
Para deixar sua crítica ainda mais evidente, Colbert fez uma imitação do ex-presidente, simulando como ele leria os arquivos de Epstein. Na caricatura, um Trump confuso daria ordens para "bombardearem algo" como forma de reagir ao conteúdo, numa clara alusão ao estilo impulsivo e beligerante que Trump frequentemente demonstrou em seu mandato.
O contexto da relação conturbada
A hostilidade pública entre Stephen Colbert e Donald Trump não é nova. Durante a presidência de Trump, o comediante foi um dos críticos mais ferrenhos no meio televisivo, o que rendeu até ameaças de retaliação por parte do então mandatário. A crítica desta segunda-feira reforça que, mesmo fora do cargo, Trump continua sendo um alvo central para comentaristas políticos como Colbert.
O episódio destaca como as figuras do entretenimento continuam a usar sua plataforma para comentar sobre política internacional, especialmente em temas sensíveis como a intervenção na Venezuela e a responsabilidade de figuras poderosas em casos de alto perfil, como o de Epstein.