Do reality show para a política: a trajetória dos campeões do BBB
Enquanto o BBB 26 se aproxima de sua final marcada para 21 de abril, com Ana Paula Renault como forte favorita à vitória, a atenção se volta para um fenômeno recorrente: a transição dos vencedores do reality para a arena política. A jornalista, que evitou debates políticos dentro da casa, identifica-se com posicionamentos de esquerda e já teve desentendimentos públicos com o político Nikolas Ferreira.
Os pioneiros nas tentativas políticas
O primeiro campeão do programa, Kleber Bambam, aspirou a uma vaga de deputado estadual por São Paulo em 2014, filiado ao PRB (atual Republicanos), partido de centro-direita, mas desistiu durante o processo. André "Dhomini" Fontes, vencedor do BBB 3, tentou ser vereador em Goiânia em 2004 pelo PMDB (atual MDB), sem sucesso, e em 2010 buscou eleição como deputado estadual pelo PR (atual PL), novamente sem êxito. Para 2026, ele prepara sua terceira tentativa, agora como pré-candidato a deputado federal pelo PRD/Solidariedade.
Da esquerda à direita: diversidade partidária
Cida Santos, campeã do BBB 4, tentou a eleição para deputada federal pelo Rio de Janeiro pelo PTB, partido de esquerda. Em contraste, Jean Wyllis, vencedor do BBB 5, consolidou carreira política de esquerda, sendo eleito três vezes deputado pelo Rio de Janeiro após filiar-se ao PSOL e, posteriormente, ao PT. Maria Melilo, do BBB 11, candidatou-se a deputada estadual por São Paulo pelo PSC, partido de direita.
Outros exemplos incluem Mara Viana (BBB 6), que foi candidata a vice-prefeita em chapa do PSDB (centro-direita), e Diego Alemão (BBB 7), que tentou eleição pelo PV (centro-esquerda). Fael Cordeiro (BBB 12) buscou vaga de deputado estadual pelo PSB (centro-esquerda), enquanto Cezar Lima (BBB 15) tentou ser vereador de Curitiba pelo PV.
Campeões com declarações políticas sem candidaturas
Alguns vencedores manifestaram preferências políticas sem buscar cargos eletivos. Marcelo Dourado (BBB 10) declarou voto em Lula e em candidatos do PSOL. Gleici Damasceno (BBB 18), Thelma Assis (BBB 20) e Juliette Freire (BBB 21) também declararam apoio a Lula. Arthur Aguiar (BBB 22), embora não tenha revelado seus votos, participou de evento com Pablo Marçal, pré-candidato de direita.
Este panorama revela como a popularidade conquistada no Big Brother Brasil tem sido utilizada como trampolim para aventuras políticas, com os ex-campeões distribuindo-se por todo o espectro ideológico brasileiro, desde partidos de esquerda como PT e PSOL até agremiações de direita como PL e PSC, passando por legendas de centro como MDB e PV.



