A técnica do Union Berlin, Marie-Louise Eta, tornou-se a primeira mulher a comandar um time masculino na elite do futebol europeu. Em entrevista, ela fala sobre o desafio de liderar, a responsabilidade das decisões e a importância de inspirar novas gerações.
Marco no futebol de elite
Ao assumir o cargo de técnica do Union Berlin, mesmo que interinamente, Marie-Louise Eta se tornou um marco no futebol de elite. Ela afirma: “Estou ciente do alcance dessa decisão. Mas, no fim das contas, não se trata de mim como pessoa e, sim, de alcançarmos, como equipe, nossos objetivos para a temporada o mais rápido possível e a permanência na divisão principal da Bundesliga. Ainda assim, ficaria muito feliz se pudesse servir de exemplo para meninas e mulheres que desejam entrar no mundo do futebol.”
Desafios como treinadora
Questionada sobre o maior desafio ao encarar o cargo de treinadora, já que conhecia o elenco como auxiliar desde 2023, ela responde: “A maior diferença em relação ao meu tempo como assistente técnica da equipe é, provavelmente, que todas as decisões recaem, em última instância, sobre mim. É claro que discutimos tudo em equipe e junto dos colegas, mas formalmente a responsabilidade é minha, sem dúvida. No geral, porém, logicamente, ajuda muito o fato de eu já conhecer alguns dos jogadores daquela época e eles também saberem com quem estão lidando agora.”
Experiência como jogadora
Marie-Louise Eta venceu, como jogadora, a Liga dos Campeões Feminina e o campeonato alemão. Ela explica como essa experiência a ajuda a liderar um vestiário masculino: “Ter experiência é sempre bom, independentemente da profissão ou do ambiente. Muitos dos jogadores, porém, já estão no meio há muito tempo e puderam acumular suas próprias percepções. Ainda assim, tenho certeza de que posso dar um bom conselho a um ou outro.”
Planos futuros
Sobre os próximos passos de sua carreira, já que o clube cogita até mantê-la no cargo, ela afirma: “Atualmente, sou treinadora da equipe masculina e, a partir do verão, tenho um contrato com a equipe feminina. Essa é a situação que todos conhecem e é com base nisso que estou planejando meu futuro.”
Apoio da diretoria
Ela também comentou a atitude da diretoria, que condenou ataques e lhe deu apoio: “É sempre bom quando todos colaboram e apoiam uma decisão. Pessoalmente, porém, estou concentrada apenas no trabalho com a equipe e ignoro quaisquer comentários e reações das redes.”
Copa do Mundo 2026
Por fim, perguntada sobre Alemanha e Brasil na Copa do Mundo de 2026, dentro de quarenta dias, ela respondeu: “Essa é uma boa pergunta, mas não posso avaliar. Até agora, meu foco esteve no trabalho com o elenco do Union Berlin. Espero apenas que a Copa seja um torneio emocionante e que, no final, vença a melhor equipe. Que seja a seleção alemã.”



