Itália é eliminada pela Bósnia e fica fora da Copa do Mundo pela terceira vez consecutiva
Em um jogo dramático disputado em Zenica, a Itália foi derrotada nos pênaltis pela Bósnia e Herzegovina e ficará de fora da Copa do Mundo de 2026, marcando sua terceira eliminação consecutiva nas eliminatórias do torneio. A partida, que terminou em empate por 1 a 1 no tempo regulamentar, deixou desolados os amantes do futebol em todo o mundo, especialmente os torcedores da Azzurra, que viram sua esperança de retorno ao Mundial se dissipar em mais uma decepção.
Desenrolar da partida e momentos decisivos
A Itália, favorita no confronto, começou melhor e abriu o placar com Moise Kean, que aproveitou um erro na saída de bola do goleiro Nikola Vasilj e acertou um chute colocado no ângulo. A tetracampeã mundial, consistente em campo e esperançosa em voltar ao Mundial, viu seu destino mudar aos 41 minutos, quando Alessandro Bastoni recebeu cartão vermelho direto por interromper uma clara chance de gol dos bósnios.
Com um jogador a mais, os anfitriões partiram para o ataque, enquanto os italianos se defenderam bem e ainda criaram oportunidades, especialmente com Kean, que desperdiçou uma chance claríssima na etapa final. A insistência da Bósnia e Herzegovina, que finalizou mais de 30 vezes contra o gol defendido por Gianluigi Donnarumma, foi recompensada aos 79 minutos, quando Haris Tabakovic aproveitou rebote do goleiro italiano e igualou o marcador da partida.
Decisão nos pênaltis e consequências históricas
Com o empate persistindo na prorrogação, a vaga para a Copa do Mundo de 2026 foi decidida nos pênaltis. Apesar da fama de especialista, Donnarumma não defendeu nenhuma das quatro cobranças da Bósnia, enquanto Francesco Pio Esposito e Bryan Cristante desperdiçaram suas batidas, sendo uma para fora e outra no travessão. A Itália, treinada por Gennaro Gattuso, ficará fora da Copa do Mundo pela terceira vez consecutiva e terá de esperar mais quatro anos para tentar encerrar o jejum.
Já a Bósnia e Herzegovina voltará a disputar um Mundial pela primeira vez desde 2014, celebrando uma vitória histórica. Nas edições anteriores da repescagem, a Azzurra foi eliminada por Suécia e Macedônia do Norte, reforçando um ciclo de frustrações. Além dos bósnios, República Tcheca, Turquia e Suécia também garantiram vaga na Copa do Mundo, diversificando o cenário do torneio.
Este resultado ressalta a instabilidade recente da seleção italiana, que, apesar de seu rico histórico no futebol, enfrenta desafios significativos para se reerguer no cenário internacional. A eliminação serve como um alerta para a necessidade de reformulações táticas e estruturais na equipe, enquanto a Bósnia e Herzegovina celebra um marco em sua trajetória esportiva.



