O astro sérvio Novak Djokovic deu mais um passo em sua busca histórica por um título inédito ao estrear com vitória convincente no Australian Open, nesta segunda-feira (19). Ao entrar na quadra central Rod Laver Arena, em Melbourne, o veterano de 38 anos igualou duas das marcas de longevidade mais respeitadas do circuito.
Marcas históricas e domínio na estreia
Djokovic disputa pela 21ª vez o torneio australiano, igualando o recorde do suíço Roger Federer. Além disso, esta é a sua 81ª participação em um torneio do Grand Slam na chave de simples, alcançando o espanhol Feliciano López.
Contra o espanhol Pedro Martínez, 71º do ranking, Nole não deu chances. Com um tênis sólido e movimentação impressionante para sua idade, ele aplicou um placar seco de 6/3, 6/2 e 6/2 para avançar à segunda rodada. A vitória também marcou um marco redondo: são agora 100 triunfos no Australian Open.
A caça pelo 25º título e o próximo desafio
Com dez troféus já conquistados em Melbourne, o objetivo de Djokovic é claro. Ele sonha em levantar a taça pela 11ª vez e, com isso, conquistar seu 25º título de Grand Slam na carreira. Atualmente, ele divide o recorde absoluto de 24 majors com a lenda australiana Margaret Court.
O caminho continua na quarta-feira, quando Djokovic enfrentará uma surpresa do qualificatório. O próximo adversário será o italiano Francesco Maestrelli, 23 anos e 141º do mundo, que eliminou o brasileiro Thiago Wild nas eliminatórias. Maestrelli, que nunca havia jogado em uma chave principal de Grand Slam, venceu o francês Terence Atmane em cinco sets: 6/4, 3/6, 6/7, 6/1 e 6/1.
Como foi a partida
Djokovic tomou a dianteira do jogo logo no início, quebrando o saque de Martínez no segundo game após uma dupla falta do espanhol. Abriu 3/0 e administrou a vantagem com maestria, fechando o primeiro set sem ceder nenhuma chance de break.
O sérvio demonstrou um serviço preciso, vencendo 90% dos pontos com o primeiro saque durante os dois sets iniciais. Martínez tentou ser agressivo e subir à rede, mas acabou cometendo muitos erros não forçados e sendo frequentemente passado pelo veterano.
O domínio se manteve nas parciais seguintes. Djokovic quebrou o saque do adversário duas vezes no segundo set e mais duas no terceiro, encerrando a partida em pouco mais de duas horas, sem nunca ter seu saque ameaçado seriamente.
A performance reforça a boa forma física e técnica de Djokovic, que segue como um dos principais favoritos ao título. A jornada em busca do recorde isolado de majors continua, com o olho no próximo desafio contra o qualifier italiano.