O técnico da Seleção Brasileira, Carlo Ancelotti, concedeu uma coletiva de imprensa após anunciar os 26 jogadores convocados para a Copa do Mundo de 2026. Durante a entrevista, o treinador foi enfático ao responder perguntas sobre a presença de Neymar na lista e seu papel na equipe.
Ancelotti e a meritocracia na Seleção
Ancelotti deixou claro que Neymar não terá tratamento especial. “Ele vai jogar se merecer jogar”, afirmou o italiano, explicando que o craque passou pela mesma avaliação que todos os outros convocados. “Ele é um jogador importante e será importante na Copa, mas tem o mesmo papel e a mesma obrigação que os outros 25. Pode jogar, não jogar, ficar no banco ou entrar”, completou.
O treinador reforçou que a decisão sobre a escalação será baseada no desempenho nos treinos. “O gramado vai decidir quem vai jogar. Tenho uma ideia de time titular, mas preciso ver como cada um treina. Repito: Neymar tem o mesmo papel que os demais. Não podemos fixar toda a expectativa em um único jogador. A responsabilidade é coletiva para vencer a Copa”, disse.
Sem estrelismos: foco no coletivo
Ancelotti foi categórico ao afirmar que não quer estrelas no elenco. “Quero somente jogadores disponíveis para ajudar a equipe a ganhar os jogos. As qualidades individuais servem para um único objetivo: conquistar a Copa do Mundo”, declarou.
Ausência de João Pedro
O técnico também comentou sobre a ausência de João Pedro, atacante do Chelsea, que muitos acreditavam ter sido “substituído” por Neymar na lista. “Entendo que o futebol europeu tem mais intensidade, mas é preciso considerar muitos fatores. Aqui, jogar futebol é muito complicado, com calendário apertado, viagens e calor. Ficamos tristes pelo João Pedro, pois pela temporada que fez, provavelmente merecia, mas, com toda consciência e respeito, escolhemos outro jogador”, explicou.
Posição de Neymar em campo
Ancelotti revelou que vê Neymar como um “atacante mais centralizado” no esquema tático. Essa característica coloca o craque em competição direta com João Pedro e Matheus Cunha, que têm estilos de jogo semelhantes. Com a convocação de Cunha, Neymar ganhou prioridade na vaga que poderia ser do atacante do Chelsea.
A coletiva deixou claro que Ancelotti aposta no mérito e no trabalho coletivo para levar o Brasil ao hexacampeonato mundial.



