Tyler, The Creator encerra Lollapalooza 2026 com show divertido, mas com público reduzido
Tyler, The Creator fecha Lollapalooza 2026 com show de rap e love songs

Tyler, The Creator encerra Lollapalooza 2026 com performance carismática e setlist diversificado

Neste domingo (22), o Lollapalooza Brasil 2026 teve seu encerramento marcado pela apresentação do rapper norte-americano Tyler, The Creator como headliner. Apesar de seu status de atração principal, o artista enfrentou um público consideravelmente menor em comparação com as cantoras Sabrina Carpenter e Chappell Roan, que fecharam o Palco Budweiser nos dias anteriores. A plateia começou a se formar gradualmente, com muitos espectadores ainda chegando após assistirem à Lorde no Palco Samsung Galaxy.

Concorrência e desafios técnicos não impediram um bom espetáculo

Durante o show, uma parte significativa dos fãs optou por assistir ao girl group KATSEYE, que se apresentava simultaneamente no Palco Flying Fish. Além disso, o volume elevado do palco eletrônico próximo atrapalhou a experiência auditiva em alguns momentos. Mesmo com esses obstáculos, Tyler, The Creator entregou uma performance sólida e envolvente, focada inicialmente em seus dois álbuns mais recentes: "CHROMAKOPIA", lançado em 2024 e vencedor de um Grammy por melhor capa de álbum, e "Don’t Tap The Glass", com um som mais dançante.

A pirotecnia foi utilizada de forma eficaz, embelezando o espetáculo, embora tenha ficado a sensação de que o palco não correspondia totalmente à criatividade visual do cantor, especialmente considerando suas apresentações anteriores no Lollapalooza Chile e Argentina, que não contaram com estruturas grandiosas.

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Interação com o público e nostalgia marcaram o momento

Simpático e carismático, Tyler elogiou a cultura brasileira e relembrou sua última visita ao país em 2011, com o coletivo Odd Future no festival SWU. Ao mencionar esse longo intervalo, o público respondeu com vaias, levando o rapper a brincar: "Oi? Vocês estão me vaiando por que não venho desde 2011? Seus idiotas". Conhecido por seu linguagem direta e uso frequente de palavrões, como "vadia", em um tom que muitos interpretam como ofensa amorosa, o artista manteve sua autenticidade ao longo da apresentação.

O setlist percorreu diversas fases de sua carreira, com destaques para "TAMALE" do álbum "Wolf" (2013), onde ele segurou uma bandeira do Brasil e brincou sobre estar em São Paulo, não no Rio, e sucessos como "Who Dat Boy" de "Flower Boy", além das love songs "ARE STILL FRIENDS" e "EARFQUAKE", com o público cantando em uníssono as partes emocionantes.

Encerramento energético e reflexão sobre a recepção

A apresentação terminou com alta energia, ao som de "New Magic Wand" e "See You Again", acompanhadas pelo bater de leques na plateia. Em um dia eclético do festival, o que poderia ter sido um show unificador de tribos diversas acabou sendo uma boa performance de um artista que, apesar de seu talento, não recebeu toda a atenção merecida. A combinação de rap, dança e momentos íntimos deixou uma marca positiva, mesmo que o público tenha sido menor que o esperado para um headliner.

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