Harry Styles apresenta novo álbum com instrumental como protagonista
O cantor britânico Harry Styles está prestes a lançar seu mais recente trabalho, intitulado 'Kiss All The Time. Disco, Ocasionally', que chegará oficialmente às principais plataformas de streaming na próxima sexta-feira, dia 6 de março. A VEJA teve acesso antecipado ao material e revela que o instrumental assume o papel de verdadeira estrela nesta produção, marcando uma evolução significativa na trajetória musical do artista.
Uma jornada musical desde os tempos de One Direction
Desde que deixou a banda One Direction em 2015, Harry Styles construiu uma carreira solo notavelmente bem-sucedida, superando até mesmo as expectativas mais otimistas. Seu álbum de estreia, homônimo e lançado em 2017, impressionou tanto o público quanto a crítica especializada pela maturidade artística e pelas influências do britpop executadas com maestria.
O ápice do reconhecimento veio com 'Fine Line', lançado em 2019, que durante sua primeira semana de vendas estabeleceu um novo recorde nos Estados Unidos para álbuns de artistas solo masculinos do Reino Unido, uma categoria que não registrava números tão expressivos desde o início da década de 1990.
A nova fase: eletrônico e synth pop em destaque
Em 'Kiss All The Time. Disco, Ocasionally', Styles aprofunda sua paixão pela música dos anos 1980, dedicando espaço generoso aos subgêneros city pop e synth pop. A faixa de abertura, 'Aperture' – que significa literalmente "abertura" em inglês – estabelece imediatamente a atmosfera do álbum: explosiva na medida certa e com uma clara saudação ao universo eletrônico.
O instrumental se destaca através de uma série de elementos cuidadosamente trabalhados:
- Sons frenéticos e repetitivos que permeiam as faixas
- Vocais propositalmente abafados e com toques de reverb
- BPM acelerado que mantém o ritmo pulsante
- Linhas de bateria intensas que sustentam as composições
O equilíbrio entre inovação e tradição
A abordagem vocal de Styles neste álbum é menos audaciosa comparada a trabalhos anteriores, como evidenciado pela ausência de notas estridentes similares às de 'Sign of The Times'. Seus vocais frequentemente assumem o papel de acompanhamento para o instrumental, que se torna o verdadeiro centro das atenções.
Na sexta faixa, 'The Waiting Game', o refrão é dominado por sintetizadores que emulam instrumentos de corda, enquanto em 'Pop', o sintetizador novamente se destaca, acompanhando os vocais com execução aguda e precisa.
Contextualizando no cenário musical atual
O novo trabalho de Harry Styles representa uma leitura atenta do ambiente pop contemporâneo. Seguindo a tendência estabelecida por sucessos como 'Brat' de Charli XCX e 'Virgin' de Lorde, a música eletrônica e suas variações têm se fundido cada vez mais ao pop mainstream, demonstrando ser uma combinação particularmente interessante e bem recebida.
Contudo, Styles não se entrega completamente a essa tendência. Faixas como 'Taste Back' e 'Paint By Numbers' mantêm uma doçura e emotividade características, elementos que certamente agradarão aos fãs mais puristas que ainda sentem saudade das baladas melosas da época do One Direction.
Com 'Kiss All The Time. Disco, Ocasionally', Harry Styles consolida sua transição de ex-integrante de boy band para artista solo com identidade própria, demonstrando evolução musical constante e uma capacidade notável de se reinventar enquanto mantém conexão com suas raízes e com o público que o acompanha desde o início.
