Lollapalooza 2026 inicia com público recorde e show marcante de Sabrina Carpenter
O Lollapalooza 2026 começou com tudo nesta sexta-feira, 20 de março, no Autódromo de Interlagos, em São Paulo. Com ingressos esgotados para o primeiro dia, o festival atraiu um impressionante público de 100 mil pessoas, segundo dados da organização. A noite foi marcada por uma divisão clara entre os estilos musicais, criando quase dois festivais em um só: um lado dedicado ao rock mais intenso e outro focado no pop e R&B contemporâneo.
Sabrina Carpenter consolida status de popstar em apresentação histórica
Quem comandou o maior público do evento foi a headliner Sabrina Carpenter, em sua quinta visita ao Brasil, mas a primeira como atração principal. A cantora americana subiu ao palco e provou, sem sombra de dúvidas, que merece o título de popstar conquistado após o estrondoso sucesso de "Espresso", hit que dominou as paradas mundiais em 2024. Seu show foi descrito como "o primeiro de verdade" no país, demonstrando uma maturidade artística que surpreendeu a todos.
Um dos momentos mais comentados foi quando Sabrina "algemou" a cantora brasileira Luisa Sonza antes de interpretar a música "Juno", criando uma cena viral que correu as redes sociais. A performance foi elogiada pela energia contagiante e pela conexão estabelecida com o público, que compareceu em massa vestindo tons de rosa e azul-bebê, cores associadas à estética da loirinha.
Divisão estética e musical define o primeiro dia
O festival apresentou uma clara separação visual e sonora. De um lado, fãs de preto acompanharam as bandas de rock como Viagra Boys, Interpol e Deftones. Do outro, adeptos de cores mais vivas celebraram as apresentações de Doechii, Blood Orange e Sabrina Carpenter. A chuva intensa da quinta-feira deixou áreas enlamaçadas, mas o público chegou preparado, com botas de caubói se tornando peça-chave no visual dos frequentadores.
Deftones e Edson Gomes decepcionam; Doechii e Interpol agradam
Nem todas as atrações corresponderam às expectativas. O Deftones, que encerrou as atividades no palco Samsung Galaxy, entregou uma apresentação considerada aquém do esperado. Apesar do histórico respeitável no nu-metal, a banda não conseguiu empolgar além do básico, deixando uma sensação de oportunidade perdida.
Situação semelhante ocorreu com Edson Gomes. A inclusão do veterano do reggae na programação foi celebrada quando anunciada em agosto de 2025, mas não se refletiu no público. Seu show registrou plateia vazia, com apenas alguns jovens herdando o gosto musical dos pais e roqueiros que acabavam de ver Deftones no palco vizinho.
No lado positivo, Doechii quitou sua dívida com o público brasileiro após cancelar um show em 2024. Vestida de cigana e com produção impecável, a rapper dominou o palco com flows afiados e interação constante. Já o Interpol encontrou plateia dedicada para seu som que mistura pós-punk sombrio e indie rock dançante, com Paul Banks lembrando um Kings of Leon mais introspectivo.
Blood Orange mantém a tradição introspectiva
O inglês Dev Hynes, conhecido como Blood Orange, entregou exatamente o que seu público espera: um show cuidadoso e introspectivo. Quase sem falar com a plateia, o músico preferiu se comunicar através de suas canções sensíveis, que transitam entre R&B, jazz e rock alternativo. Sua apresentação atraiu fãs apaixonados pela musicalidade suingada e pelas colaborações de peso em seu currículo, que incluem nomes como Solange Knowles e Lorde.
Perspectivas para os próximos dias
Com um início que misturou grandes momentos e algumas decepções, o Lollapalooza 2026 segue neste fim de semana com expectativa de manter o público recorde. A organização demonstrou satisfação com a resposta do primeiro dia, enquanto os fãs já especulam sobre quais serão os highlights dos próximos shows. A divisão entre rock e pop parece ter agradado aos diferentes públicos, criando uma experiência diversificada dentro do mesmo espaço.



