Jaraqui é oficialmente reconhecido como Patrimônio Cultural Imaterial do Amazonas
A Assembleia Legislativa do Estado do Amazonas (Aleam) aprovou, na quarta-feira (18), um projeto de lei histórico que reconhece o jaraqui (semaprochilodus taeniurus) como Patrimônio Cultural de Natureza Imaterial do Amazonas. A proposta, que agora segue para sanção do governo estadual, consolida a importância deste peixe para a identidade e o cotidiano dos amazonenses.
Um peixe que define uma cultura
O projeto, de autoria do deputado estadual Rozenha (PSD), destaca que o jaraqui não é apenas um alimento, mas um elemento central da cultura amazonense. Presente em 93% das capturas pesqueiras na Amazônia Central, ele é o peixe mais consumido na região, aparecendo diariamente em feiras, mercados, restaurantes e mesas familiares.
Além do valor nutricional, o texto enfatiza o papel simbólico do jaraqui em manifestações culturais diversas:
- Presença em músicas e expressões populares regionais
- Destaque em festivais gastronômicos tradicionais
- Frase emblemática: "Quem come jaraqui não sai mais daqui"
Medidas de preservação e valorização
A proposta legislativa prevê que o Poder Executivo estadual implemente ações concretas para preservar e valorizar o jaraqui, incluindo:
- Programas educativos sobre a importância cultural do peixe
- Incentivo a pesquisas científicas sobre a espécie e sua preservação
- Apoio a eventos culturais e gastronômicos com o jaraqui como tema central
O projeto também ressalta a importância da pesca artesanal e da preservação ambiental como fatores essenciais para garantir a continuidade dessa tradição no estado, reconhecendo que a sustentabilidade dos recursos pesqueiros é fundamental para manter viva essa herança cultural.
Reconhecimento anterior e tramitação
Vale destacar que o jaraqui já havia recebido reconhecimento similar em âmbito municipal, sendo declarado patrimônio imaterial de Manaus em 2019. O projeto estadual foi apresentado em 2025, passou por análise em comissões técnicas especializadas e finalmente foi aprovado em plenário, demonstrando o amplo consenso sobre sua importância.
Agora, a proposta aguarda a sanção do governo do Amazonas para entrar em vigor definitivamente, marcando um passo significativo na valorização do patrimônio cultural imaterial da região amazônica.



