Bloco Malucos do Consajo celebra 13 anos levando alegria e renda extra à Zona Norte de Teresina
Bloco Malucos do Consajo completa 13 anos animando Teresina

Bloco Malucos do Consajo mantém tradição de 13 anos e movimenta a Zona Norte de Teresina

O amor pelo carnaval transformou-se em uma tradição duradoura na Zona Norte de Teresina, onde o empresário Roberto Borges mantém viva, há treze anos consecutivos, a festa que nasceu no cruzamento das ruas David Aguiar e Antônio Monteiro, no Conjunto São Joaquim. O bloco Malucos do Consajo surgiu como uma resposta à carência de eventos culturais na região, criando um espaço de lazer e celebração que resiste ao tempo.

Das origens humildes à tradição consolidada

Roberto Borges iniciou o projeto com apenas seis amigos, organizando um carnaval modesto com uma banda local. Com o passar dos anos, ele foi o único a perseverar, transformando a iniciativa em um evento anual aguardado pela comunidade. "Inicialmente, começamos a fazer um Carnaval pequeno, com uma banda da região. A comunidade sempre foi carente de eventos culturais, então a ideia era oferecer lazer", explicou o empresário, que também representa a associação de moradores.

O nome peculiar do bloco tem uma história igualmente singular. "Nosso conjunto não tem uma praça, então batizamos o cruzamento como Arena do Maluco. Sempre gostei da imagem do Menino Maluquinho, e o nome surgiu daí. 'Consajo' é a abreviação de Conjunto São Joaquim. Diziam que éramos malucos por fazer essa festa, então nos tornamos os Malucos do Consajo", relatou Roberto, revelando a mistura de afeto infantil e desafio comunitário que deu origem à identidade do evento.

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Impacto econômico e social na comunidade

O bloco não é apenas uma festa, mas também uma oportunidade de geração de renda para diversos moradores da região, que aproveitam para vender bebidas e alimentos durante o evento. Roberto estabelece regras claras de segurança, proibindo a entrada de garrafas e embalagens de vidro no local.

A organização conta com o apoio de empresários locais e moradores associados, enquanto parte dos recursos necessários vem da venda de abadás. "A festa é aberta ao público, mas esse espaço é limitado a, no máximo, 60 pessoas, e o abadá custa R$ 60. Arrecadamos cerca de R$ 50 mil, quase todo revertido para a festa", afirmou o organizador, destacando que o dinheiro é integralmente reinvestido no evento.

Estrutura de segurança e diálogo comunitário

Para garantir a realização segura do evento, Roberto adota uma série de medidas preventivas:

  • Comunicação prévia à Prefeitura, Guarda Civil Municipal e Polícia Militar
  • Contratação de seguranças particulares de sua própria empresa
  • Diálogo antecipado com todos os vizinhos do entorno

"Não queremos levar o evento para outro local, porque isso descaracterizaria a festa. Ela foi criada na comunidade e é um momento de diversão para todos aqui", enfatizou o empresário, demonstrando o compromisso com as raízes comunitárias do bloco.

O diálogo com os vizinhos é especialmente importante, considerando que muitos são religiosos. "Eu converso com todos com antecedência. A maioria são religiosos, são mais ou menos uns 120 vizinhos e pelo menos 80 são. Eles apoiam o evento, mesmo sem participar. Alguns até ficam na porta com seus familiares ou vendem seus produtos", relatou Roberto, evidenciando o respeito mútuo estabelecido ao longo dos anos.

Programação e continuidade da tradição

O bloco Malucos do Consajo será realizado na terça-feira de carnaval e contará com apresentações de diversas bandas consagradas, incluindo:

  1. Pegadões do Forró
  2. Chicão do Forró
  3. Os Meninos de Barão

Esta edição marca mais um capítulo na história de uma tradição que transcende o entretenimento, fortalecendo laços comunitários, gerando oportunidades econômicas e mantendo viva a cultura carnavalesca em uma região que há treze anos transforma um simples cruzamento em palco de alegria e celebração coletiva.

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