Presidente da Federação Italiana de Futebol renuncia após terceira eliminação consecutiva da Copa
Presidente da FIGC renuncia após terceiro fiasco da seleção italiana

Presidente da Federação Italiana de Futebol renuncia após terceiro fiasco consecutivo da Azzurra

O presidente da Federação Italiana de Futebol (FIGC), Gabriele Gravina, apresentou oficialmente sua renúncia ao cargo nesta quinta-feira, 2 de abril de 2026. A decisão ocorre após a eliminação da seleção italiana na repescagem europeia, que resultou na ausência da Azzurra na Copa do Mundo pela terceira edição consecutiva. A entidade confirmou a informação através de um comunicado oficial divulgado à imprensa.

Trajetória marcada por altos e baixos

Gabriele Gravina, de 72 anos, assumiu a presidência da FIGC em 2018, exatamente no período em que a Itália ficou fora da Copa do Mundo da Rússia. Durante seu mandato, a tetracampeã mundial também não conseguiu se classificar para o torneio no Catar em 2022 e agora para a edição de 2026, que será realizada na América do Norte entre 11 de junho e 19 de julho.

A derrota decisiva aconteceu na última terça-feira, em Zenica, quando a seleção italiana perdeu nos pênaltis para a Bósnia-Herzegovina por 4-1, após empate em 1 a 1 durante os 120 minutos regulamentares. Este resultado selou o destino da Azzurra e acelerou o processo de mudança na liderança do futebol italiano.

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Pressão política e crise institucional

Gravina informou aos membros do conselho que havia apresentado sua renúncia ao mandato que lhe foi confiado em fevereiro de 2025 e convocou uma assembleia extraordinária para o dia 22 de junho em Roma. O dirigente, que também ocupa o cargo de vice-presidente da Uefa e mantém proximidade com o presidente da confederação europeia, Aleksander Ceferin, estava sob intensa pressão desde a derrota.

O ministro dos Esportes da Itália, Andrea Abodi, foi categórico ao pedir publicamente a saída de Gravina na quarta-feira, considerando-o o principal responsável pelo que a imprensa italiana denominou como "terceiro apocalipse" do futebol nacional. Abodi afirmou que "o futebol italiano precisa ser refundado e esse processo deve passar por uma renovação na diretoria da FIGC".

Legado contraditório e desafios futuros

A gestão de Gravina foi marcada por momentos contrastantes. Sob sua liderança, a Itália conquistou o título da Eurocopa em 2021, mas também acumulou fracassos significativos:

  • Não se classificou para duas Copas do Mundo consecutivas (2022 e 2026)
  • Caiu nas oitavas de final da última Eurocopa em 2024
  • Registrou a pior campanha da Azzurra em um torneio continental

O ex-empresário e ex-presidente de um pequeno clube da região de Abruzzi tentou se antecipar aos pedidos de demissão, convocando um conselho imediatamente após a partida em Zenica para "fazer um balanço e realizar avaliações" de sua gestão.

Repercussões imediatas e sucessão

O nome mais mencionado para assumir o comando do futebol italiano é Giovanni Malagò, ex-presidente do Comitê Olímpico Italiano e do comitê organizador dos Jogos de Inverno de 2026 em Milão-Cortina. A crise se aprofunda com outras demissões importantes no cenário italiano.

O ex-goleiro Gianluigi Buffon já entregou o cargo de gerente-geral da seleção, enquanto o técnico Gennaro Gattuso, contratado em junho de 2025, também deve deixar o cargo até o dia 22 de junho, segundo informações da imprensa italiana.

Desafios monumentais para o próximo presidente

O novo presidente da FIGC enfrentará tarefas complexas e urgentes:

  1. Encontrar um novo técnico para comandar a Itália, que será o quarto desde junho de 2023
  2. Acelerar a organização da Eurocopa de 2032, que o país sediará em conjunto com a Turquia
  3. Resolver a crise de infraestrutura que ameaça o futebol italiano

Em entrevista ao jornal La Gazzetta dello Sport, o presidente da Uefa, Aleksander Ceferin, ameaçou retirar o torneio continental da Itália caso não haja avanços significativos na modernização dos estádios, que ele considera estar "entre os piores da Europa".

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A renúncia de Gravina marca o início de um processo de reconstrução no futebol italiano, que busca recuperar seu prestígio internacional após anos de resultados decepcionantes em competições mundiais. A assembleia extraordinária de 22 de junho deverá definir os rumos desta renovação tão necessária para uma das potências históricas do futebol mundial.