Oscar Schmidt, lenda do basquete brasileiro, morre aos 68 anos após mal-estar
A morte de Oscar Schmidt, um dos maiores nomes da história do basquete brasileiro, foi confirmada nesta sexta-feira (17), aos 68 anos, após um mal-estar. Conhecido como "Mão Santa", ele marcou época no esporte e deixou um legado inigualável.
Início da trajetória esportiva
Nascido em 16 de fevereiro de 1958, em Natal, Oscar Schmidt começou no esporte influenciado pela família militar. Inicialmente interessado no futebol, migrou para o basquete ainda adolescente, após se mudar para Brasília, onde deu os primeiros passos no Clube Unidade da Vizinhança.
Destaque na seleção brasileira
Aos 16 anos, Schmidt se mudou para São Paulo e se destacou a ponto de ser convocado para a seleção brasileira juvenil. O desempenho o levou rapidamente à equipe principal da Seleção Brasileira de Basquete, com a qual foi campeão sul-americano e conquistou o bronze no Mundial de 1978, nas Filipinas.
Carreira no Sírio e primeira Olimpíada
Após se destacar pela Seleção Brasileira, Schmidt foi levado pelo técnico Cláudio Mortari ao Sírio, onde conquistou, em 1979, a Copa William Jones, o Mundial Interclubes. No ano seguinte, disputou sua primeira Olimpíada, em Moscou, e marcou 169 pontos na campanha que terminou com o Brasil em 5º lugar.
Sucesso na Itália e encontro com Michael Jordan
Depois de três anos no Sírio, Oscar Schmidt se transferiu para a Itália, onde atuou entre 1982 e 1993. Com passagens por Juvecaserta e Pavia, consolidou-se como um dos principais cestinhas do basquete europeu. No país, somou 13.957 pontos e se tornou o primeiro jogador a ultrapassar a marca de 10 mil pontos no Campeonato Italiano.
Nesse mesmo período, o atleta fez história pela Seleção Brasileira. Participou da vitória histórica sobre a Seleção Universitária dos Estados Unidos por 120 a 115, em Indianápolis, e conquistou o ouro nos Jogos Pan-Americanos de 1987, sendo cestinha da partida com 46 pontos.
Para além das conquistas, Schmidt também promoveu um encontro de lendas do basquete. Em jogo comemorativo na Itália, a lenda brasileira travou uma partida contra Michael Jordan, atleta que é referência mundial no esporte.
Passagem pela Espanha e retorno ao Brasil
Logo após a Itália e um ano após disputar os Jogos de Barcelona 1992, onde foi novamente o cestinha, Schmidt se transferiu para o Fórum, de Valladolid. Na Espanha, voltou a se destacar e inspirou até o livro "Jugar como Oscar", do escritor Felix Angel.
Em 1995, Oscar Schmidt voltou ao Brasil para atuar pelo Corinthians, onde conquistou, em 1996, seu oitavo título nacional. No mesmo ano, disputou sua quinta e última Olimpíada, em Atlanta 1996, igualando o recorde de participações. Na edição, foi cestinha pela terceira vez e se tornou o maior pontuador da história dos Jogos Olímpicos.
Fim da carreira e legado
De volta ao país, ainda passou por Banco Bandeirantes, Mackenzie e Flamengo, onde atingiu uma de suas marcas mais expressivas: tornou-se o maior cestinha da história do basquete, superando Kareem Abdul-Jabbar. Ele encerrou a carreira em 2003.
Após se aposentar, Oscar Schmidt passou a atuar como palestrante, com mais de mil eventos realizados pelo país, e recebeu cinco prêmios Top of Mind. Em 2013, entrou no Hall of Fame de basquete de Springfield, nos Estados Unidos, consolidando seu status como uma das maiores lendas do esporte mundial.



