A chegada de Jhon Arias ao Palmeiras marca um momento significativo para o clube, com o jogador colombiano assumindo o status de titular absoluto após uma transferência que custou 25 milhões de euros, equivalente a aproximadamente R$ 154 milhões. Essa movimentação no mercado da bola reflete a busca da diretoria por um atleta experiente e vencedor, capaz de fortalecer o elenco em diversas frentes ofensivas.
O impacto da contratação no elenco do Palmeiras
A contratação de Arias, que tem 28 anos, promete causar mudanças significativas na dinâmica do time, afetando diretamente a vida de outros jogadores do plantel. Com sua versatilidade, ele pode atuar em múltiplas posições, o que oferece opções estratégicas para a comissão técnica liderada por Abel Ferreira.
Versatilidade e posições de atuação
Jhon Arias tem como posição principal a ponta direita, mas sua habilidade permite que ele também desempenhe papéis como meia ofensivo, mais centralizado, e até como ponta esquerda. Seu pé direito é predominante, e a comissão técnica do Palmeiras enxerga o colombiano atuando na linha de atacantes, similar a como Maurício foi escalado em algumas rodadas no início desta temporada, devido a problemas no joelho direito de Vitor Roque.
Essa flexibilidade torna Arias um jogador capaz de se adaptar a todas as posições do sistema ofensivo, aumentando suas chances de ser uma peça-chave nas estratégias do time.
Desempenho recente e análise técnica
Na Inglaterra, durante sua passagem pelo Wolves, Arias não conseguiu replicar os bons momentos vividos no Fluminense. Em 26 jogos, ele marcou apenas 2 gols e forneceu 1 assistência, números que refletem as dificuldades enfrentadas por sua equipe, que acumulou 28 partidas na temporada com apenas 4 vitórias, 5 empates e 19 derrotas.
O mapa de calor de Arias no Campeonato Inglês revela que ele teve pouca participação no último terço do campo e precisou se dedicar mais às funções defensivas, em um contexto onde o Wolves venceu apenas um jogo na competição. Em contraste, seu mapa de calor no Brasileirão do ano passado, seu último pelo Fluminense, mostra um jogador que explora intensamente o lado direito do ataque, destacando sua capacidade ofensiva quando bem aproveitado.
Quem corre risco de perder a titularidade no Palmeiras?
A chegada de Arias coloca em xeque a posição de vários atletas no elenco do Palmeiras, especialmente na ponta direita, sua posição favorita.
Allan e a competição pela ponta direita
Allan, de 21 anos, atualmente é o titular da ponta direita e assumiu protagonismo na equipe após a virada histórica contra a LDU, na semifinal da Copa Libertadores do ano passado. Sua performance impressionante colocou o jovem no radar de gigantes europeus, com o Palmeiras recusando uma proposta do Napoli que superou os 30 milhões de euros, cerca de R$ 185 milhões, nesta janela de transferências.
A presença de Arias pode desafiar a titularidade de Allan, criando uma saudável competição interna que pode beneficiar o time como um todo.
Outros jogadores afetados
Sosa começou o ano como titular na esquerda, mas perdeu a vaga para Maurício, que se destacou neste início de temporada com dois gols e uma assistência. A posição de meia não tem um titular absoluto, o que pode ser uma opção para Abel Ferreira não remover Allan da equipe, utilizando Arias em outras funções.
Flaco López e Vitor Roque são outros nomes que compõem o sistema ofensivo do Palmeiras, mas Arias só deve atuar nessas posições em situações muito específicas, dada sua versatilidade e o foco em fortalecer o ataque pelo lado direito.
Contexto adicional: Botafogo regulariza situação com a Fifa
Em um desenvolvimento paralelo, o Botafogo quitou uma dívida de US$ 21 milhões, equivalente a R$ 109 milhões, com um time dos Estados Unidos, resultando na retirada de seu nome da lista de proibições de registro da Fifa. O alvinegro estava no sistema desde 30 de dezembro, mas agora pode inscrever atletas novamente, normalizando suas operações no mercado de transferências.
Essa notícia reforça a dinâmica constante do futebol brasileiro, onde questões financeiras e regulatórias impactam diretamente a capacidade dos clubes de montar seus elencos e competir em alto nível.