Campeão da Maratona de Nova York em 2021 é suspenso por cinco anos por doping com EPO
O queniano Albert Korir, que conquistou o título da Maratona de Nova York em 2021, foi suspenso por um período de cinco anos após testar positivo em um controle antidoping. A punição severa foi oficialmente anunciada nesta segunda-feira, 30 de março de 2026, pela Unidade de Integridade do Atletismo (AIU), órgão responsável por combater práticas ilícitas no esporte.
Detecção de substância proibida
O atleta de 32 anos foi flagrado com a presença de eritropoietina (EPO) sintética em seu organismo, uma substância proibida que estimula a produção de glóbulos vermelhos no sangue. Esse efeito pode melhorar significativamente o desempenho em provas de endurance, como maratonas, ao aumentar a capacidade de transporte de oxigênio para os músculos, conferindo uma vantagem competitiva considerada ilegal.
A suspensão de cinco anos representa uma das penalidades mais duras aplicadas no atletismo recente, refletindo a gravidade do caso e o compromisso das autoridades esportivas em manter a integridade das competições. Korir, que também ficou em segundo lugar na Maratona de Nova York em 2023, agora enfrenta um longo período afastado das pistas, com possíveis impactos em sua carreira e reputação.
Impacto no atletismo queniano
Este caso é mais um revés para o atletismo do Quênia, uma nação tradicionalmente forte em corridas de longa distância, mas que tem enfrentado um número crescente de escândalos de doping nos últimos anos. A situação levanta preocupações sobre a efetividade dos programas de controle e a cultura esportiva no país, com especialistas alertando para a necessidade de medidas mais rigorosas de prevenção e educação.
A Unidade de Integridade do Atletismo destacou que a decisão foi baseada em evidências concretas e segue os protocolos internacionais antidoping, visando garantir a justiça e a transparência no esporte. A suspensão de Korir serve como um alerta para outros atletas sobre as consequências do uso de substâncias proibidas.
Com informações da Agência France-Presse (AFP), o caso continua a gerar discussões sobre o futuro do atletismo de alto nível e os desafios para combater o doping de forma eficaz em todo o mundo.



