Brasil tem pior aproveitamento entre cabeças de chave da Copa do Mundo 2026
Brasil tem pior aproveitamento entre cabeças de chave da Copa

Seleção brasileira enfrenta crise histórica com pior desempenho entre cabeças de chave

Os amistosos recentes contra seleções europeias encerraram um ciclo particularmente difícil para a seleção brasileira em sua preparação para a Copa do Mundo 2026. Com uma derrota para a França e uma vitória contra a Croácia nesta data Fifa, a pentacampeã mundial alcançou um preocupante 52,4% de aproveitamento nos jogos disputados após a Copa do Mundo de 2022, realizada no Catar.

Dados revelam posição preocupante no cenário mundial

Segundo informações da Superscore, essa marca coloca o Brasil apenas na 39ª posição entre as 48 seleções já classificadas para o mundial que será realizado entre 11 de junho e 19 de julho de 2026 no Canadá, México e Estados Unidos. Entre todas as seleções consideradas cabeças de chave da próxima Copa do Mundo, o Brasil ostenta a pior porcentagem de aproveitamento, um dado alarmante para a nação do futebol.

Em contraste marcante, a Argentina, atual campeã mundial, lidera o ranking com impressionantes 83,8% de aproveitamento. A equipe argentina mantém liderança isolada nas Eliminatórias Sul-Americanas e conquistou o título da Copa América em 2024, demonstrando consistência que tem faltado aos brasileiros.

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Instabilidade técnica e desempenho abaixo do esperado

Desde 2023, a Seleção Brasileira já passou por quatro treinadores diferentes:

  • Ramon Menezes (interino)
  • Fernando Diniz
  • Dorival Júnior
  • Carlo Ancelotti (italiano que estreou no segundo semestre de 2025)

Nesse período turbulento, que vai de 2023 até o último amistoso contra a Croácia, o Brasil disputou 35 jogos, com 15 vitórias, 10 empates e 10 derrotas. A equipe marcou 58 gols e sofreu 39, números que refletem a inconsistência do time.

Comparativo com rivais sul-americanos é desfavorável

Entre os países da Conmebol, que enfrentaram praticamente os mesmos adversários da Seleção Brasileira no período analisado, o Brasil está atrás de:

  1. Argentina (83,8% de aproveitamento)
  2. Colômbia (66,7%)
  3. Equador (56,8%)
  4. Uruguai (55,3%)

Desde sua eliminação nas quartas de final da Copa de 2022 para a Croácia, a Seleção Brasileira acumula más campanhas: caiu nas quartas de final da Copa América de 2024 para o Uruguai e terminou as Eliminatórias da América do Sul para a Copa de 2026 na 5ª colocação, com 28 pontos. A Argentina liderou com 39 pontos, seguida por Equador (29), Colômbia (28) e Uruguai (28).

Contraste marcante com ciclo anterior

No ciclo pré-Copa de 2022, sob o comando do técnico Tite, a Seleção Brasileira apresentou desempenho completamente diferente. Em 50 jogos, a equipe conquistou 37 vitórias, 10 empates e apenas 2 derrotas, marcando 111 gols e sofrendo somente 19. O aproveitamento foi de impressionantes 80,7% dos pontos.

Naquele período, o Brasil foi líder das Eliminatórias Sul-Americanas, campeão da Copa América de 2019 e vice-campeão em 2021. O contraste com os números atuais evidencia a dimensão da crise que atravessa o futebol brasileiro.

Atualmente, o Brasil ocupa a 6ª posição no ranking da Fifa, mas tem melhor aproveitamento do que apenas nove seleções classificadas para 2026: Paraguai, Escócia, Catar, Arábia Saudita, Jordânia, Bósnia e Herzegóvina, Gana, Curação e Nova Zelândia.

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