Brasil leva delegação recorde às Paralimpíadas de Inverno Milão-Cortina com chance de medalha
Brasil com delegação recorde em Paralimpíadas de Inverno

Brasil envia delegação recorde às Paralimpíadas de Inverno Milão-Cortina com grandes expectativas

O Brasil está pronto para fazer história nos Jogos Paralímpicos de Inverno Milão-Cortina, que ocorrem de 6 a 15 de março, com uma delegação recorde de oito atletas. Representando um país tropical, esses competidores enfrentarão a neve em busca de medalhas, elevando a bandeira verde e amarela em provas de esqui cross-country, biatlo e snowboard. Três deles são estreantes no cenário paralímpico, adicionando um toque de novidade e promessa ao time.

Porta-bandeiras e favoritos ao pódio

Na Cerimônia de Abertura, realizada nesta sexta-feira, 6 de março, a partir das 16h (horário de Brasília), Cristian Ribera e Aline Rocha carregarão a bandeira brasileira. Cristian, natural de Cerejeira, Rondônia, chega para sua terceira participação paralímpica como atual campeão mundial na prova de sprint de esqui cross-country sentado, sendo um forte candidato a conquistar a primeira medalha do Brasil em Paralimpíadas de Inverno. Aos 23 anos, ele superou artrogripose, uma doença congênita, passando por 21 cirurgias antes de descobrir o esporte aos 13 anos.

Aline Rocha, uma multiatleta experiente, participa de sua terceira Paralimpíada de Inverno, além de ter competido nas edições de verão do Rio 2016 e Paris 2024. Paraplégica desde os 15 anos devido a um acidente de carro, ela figura entre o top-10 nas últimas etapas da Copa do Mundo e já conquistou quatro medalhas neste ciclo, com potencial para surpreender no pódio nas provas de biatlo e esqui cross-country sentado.

Outros destaques da delegação brasileira

André Barbieri, o mais velho da delegação aos 44 anos, é o único representante brasileiro no snowboard masculino. Após amputar a perna esquerda devido a um acidente em 2011, ele mira um resultado histórico no top-10, apesar de uma queda recente durante os treinamentos que o deixará fora do evento de snowboard cross, com esperanças de recuperação para o banked slalom no dia 14.

Elena Sena, estreante em Paralimpíadas, começou no handebol antes de migrar para o esqui cross-country. Natural de Franco da Rocha, São Paulo, ela nasceu com uma má-formação na perna direita e já coleciona títulos, incluindo ouro na Copa do Mundo na Noruega em 2023, demonstrando otimismo para sua estreia.

Guilherme Rocha, ex-soldado que perdeu a perna esquerda em um atropelamento em 2017, combina futebol para amputados com esqui cross-country, chegando à sua segunda Paralimpíada de Inverno após se destacar em competições nacionais.

Robelson Lula, da Paraíba, amputou a perna direita devido a um câncer na infância e experimentou várias modalidades antes de se dedicar ao esqui cross-country em 2018, participando de sua segunda Paralimpíada de Inverno.

Wellington da Silva, o caçula da delegação aos 19 anos, é o único brasileiro na categoria standing do esqui cross-country. Com histórico no skate, ele conquistou ouro na Copa Continental na Argentina este ano, mostrando grande potencial.

Vitória Machado, outra estreante, é a primeira mulher brasileira no snowboard em Paralimpíadas. A gaúcha de 21 anos amputou a perna direita devido a neurofibromatose e passou por diversos esportes antes de se aventurar na neve.

Expectativas e desafios

A Confederação Paralímpica Brasileira (CPB) tem grandes expectativas para esta delegação, que combina experiência e juventude. Com atletas como Cristian Ribera liderando as chances de medalha, o Brasil busca não apenas competir, mas também inspirar, demonstrando resiliência e superação em face de adversidades. Os Jogos Paralímpicos de Inverno Milão-Cortina prometem ser um palco emocionante para esses oito brasileiros, que carregam o sonho de subir ao pódio e escrever mais um capítulo na história do esporte paralímpico nacional.