Botafogo enfrenta Barcelona de Guayaquil com vaga na Libertadores em jogo
Botafogo joga por vaga na Libertadores contra Barcelona de Guayaquil

Decisão crucial define destino do Botafogo na Libertadores

Uma parte significativa do planejamento esportivo e financeiro do Botafogo para a temporada depende inteiramente do jogo desta terça-feira (10), contra o Barcelona de Guayaquil, no estádio Nilton Santos. Após o empate no jogo de ida, o Alvinegro precisa da vitória para garantir sua vaga na prestigiada Copa Libertadores da América. Caso contrário, terá de se contentar com uma participação na Sul-Americana, competição com menor visibilidade e retorno financeiro.

Textor foca no futebol, não nas finanças

Em conversa com jornalistas durante a festa do Campeonato Carioca, John Textor, proprietário da SAF alvinegra, foi questionado sobre o impacto financeiro do duelo. "Ninguém pensa sobre futebol desse jeito", afirmou o dirigente norte-americano. "Eu sou um cara do futebol, eu amo futebol. Eu vim para o Rio para me divertir, para construir um time campeão. Conseguimos. E agora temos que fazer outro", completou Textor, demonstrando sua paixão pelo esporte.

O dono do Botafogo deixou claro que sua mente está voltada para a partida, não para questões monetárias. "Eu não vou para o jogo pensando: 'Espero que vendamos mais ingressos'. Eu espero que a gente dê uma surra neles amanhã", declarou, referindo-se ao confronto decisivo contra o time equatoriano.

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Disputa societária nos bastidores

Porém, o cotidiano do Botafogo tem sido marcado por turbulências além dos gramados. Além dos desafios de reformulação do elenco e da mudança de técnico para a temporada atual, há um contexto de disputa societária entre Textor e investidores da Eagle que movimenta a Justiça dentro e fora do Brasil.

O proprietário da SAF, no entanto, alega que há um grau de civilidade na contenda. "Eu não estou lutando com a Ares. Estou tentando comprar a parte deles. Eles estão considerando comprar a minha parte. É uma negociação amigável", explicou Textor, minimizando a gravidade do conflito.

Segundo ele, a impressão de uma guerra civil é amplificada pela mídia. "Parece uma guerra civil na imprensa. Mas eu falo com eles, tenho amigos que trabalham na Ares", afirmou, incluindo na discussão o cenário no Lyon, clube do qual foi afastado recentemente.

Jogadores alheios às brigas externas

Questionado sobre como os atletas encaram a situação, Textor foi enfático. "Os jogadores não dão a mínima para isso. Eles vão lá, jogam futebol", disse o dirigente. "Todo mundo me pergunta sobre o momento. O momento é de jogadores que têm que jogar e treinador que tem que treinar. E donos que têm que trabalhar suas coisas fora de campo", completou, destacando a separação entre as questões administrativas e o desempenho em campo.

Reforços e confiança no departamento de futebol

O Botafogo realizou movimentos recentes no mercado, com as chegadas de Medina, Edenilson e Ferraresi. A derrubada do transfer ban, devido à dívida com o Atlanta por Thiago Almada, foi um passo crucial para essas contratações.

Textor expressou total confiança na estrutura alvinegra. "Temos um dos melhores departamentos de scout do Brasil, talvez da América do Sul. Eu confio no Alessandro Brito, no Léo Coelho", afirmou, referindo-se ao diretor de futebol do clube. "Não estou dizendo 'não' aos jogadores que eles trazem para mim. Estou dizendo 'sim' sempre que posso", garantiu o proprietário.

Visão otimista para o futuro

O norte-americano também demonstrou otimismo em relação ao futuro do Botafogo. "Eu vou ao treino e vejo talento. Temos veteranos, mas também um dos melhores projetos de sub-20 do Brasil no momento", comentou Textor. "Podemos espalhar jogadores entre Copinha e Carioca e eles ainda são bons. Temos muito talento. Precisamos reunir isso e ganhar jogos", projetou, vislumbrando uma temporada promissora em 2026 e além.

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Mudanças na administração

Nas últimas semanas, a SAF do Botafogo testemunhou a saída de figuras importantes na administração, como Thairo Arruda, ex-CEO, e o ex-vice-presidente executivo, Jonas Marmello. Sem citar nomes especificamente, Textor fez um comentário enigmático. "Muitas pessoas foram demitidas, mas dizem que pediram demissão. Espero que elas se deem muito bem na vida", declarou o proprietário.

Diante de perguntas do UOL sobre o cenário administrativo, Textor encerrou a conversa pedindo mais questões sobre futebol. Como elas não vieram, despediu-se dos jornalistas, reafirmando seu foco principal no esporte.