Cena histórica de sexo lésbico em 'Três Graças' marca televisão aberta brasileira
A novela Três Graças, da TV Globo, entrou para a história da televisão brasileira ao exibir, pela primeira vez, uma cena de sexo lésbico no horário nobre. O momento, protagonizado pelas atrizes Allanis Guillen e Gabriela Medvedovsky, foi transmitido na última terça-feira, 24 de fevereiro de 2026, e rapidamente dominou as discussões nas redes sociais.
Um marco na representação LGBTQIA+
A cena ocorre quando as personagens Lorena, interpretada por Allanis Guillen, e Juquinha, vivida por Gabriela Medvedovsky, passam um dia de intimidade na casa de campo da família da policial, localizada em Campos do Jordão. Ambientadas diante de uma lareira e acompanhadas por vinho, as duas vivem sua primeira noite juntas, consolidando um relacionamento que vinha sendo desenvolvido ao longo da trama.
Diferente do que é comum em novelas, onde cortes abruptos para outros núcleos interrompem cenas íntimas, Três Graças optou por uma abordagem delicada e respeitosa. A direção focou na expressão do amor genuíno, mostrando desde o beijo do casal até o reflexo das duas na parede, sem sensacionalismo.
Repercussão imediata e elogios à produção
O sucesso da cena foi instantâneo, com o tema se tornando um dos mais comentados nas redes sociais. Termos como "primeira vez loquinha" viralizaram, destacando a importância do momento para a representatividade na televisão aberta. A cena é vista como um avanço na inclusão de narrativas LGBTQIA+ em horários de grande audiência.
O acerto é creditado ao texto dos autores Aguinaldo Silva, Virgílio Silva e Zé Dassilva, além da excelente direção de Luiz Henrique Rios. Um ponto notável é que grande parte da equipe de produção envolvida na cena é formada por mulheres, o que pode ter contribuído para a sensibilidade e autenticidade da representação.
Impacto cultural e social
Com mais de 100 capítulos já exibidos, Três Graças tem conquistado o público não apenas pelos temas abordados, mas pela forma como são escritos e apresentados. Esta cena histórica reforça o papel da televisão como um meio de promover diversidade e inclusão, desafiando tabus e abrindo espaço para discussões importantes na sociedade brasileira.
A novela continua a ser um exemplo de como o entretenimento pode evoluir para refletir a realidade e os valores contemporâneos, marcando um passo significativo na representação de relacionamentos homoafetivos na mídia tradicional.



