Bad Bunny se torna o maior adversário de Trump e reinventa o ativismo artístico
Bad Bunny: o maior adversário de Trump na arte

Bad Bunny se torna o maior adversário de Trump e reinventa o ativismo artístico

No domingo 8 de fevereiro de 2026, Donald Trump enfrentou um dos ataques políticos mais impactantes de seu segundo mandato, e o autor não foi um adversário político tradicional, mas sim o astro porto-riquenho Bad Bunny. Durante seu aguardado show no intervalo do Super Bowl, evento esportivo mais importante dos Estados Unidos, o cantor de reggaeton realizou um contundente manifesto contra as políticas anti-imigratórias de Trump e a truculência do ICE, agência de imigração americana.

O protesto no Super Bowl e a reação de Trump

No palco, Bad Bunny ecoou a frase "Deus abençoe a América", mas seguiu com uma exaltação da cultura e identidade latino-americana, listando países do continente e exibindo suas bandeiras. "Ainda estamos aqui", declarou ao final, enviando uma mensagem clara sem citar diretamente o presidente. Horas depois, Trump reagiu nas redes sociais, classificando a apresentação como "uma afronta à grandeza dos Estados Unidos" e um "tapa na cara" do país.

Este episódio destaca a capacidade da arte de influenciar a política, galvanizando corações e mentes com mensagens de protesto. Bad Bunny, como artista mais ouvido globalmente em 2025, com quase 20 bilhões de reproduções no Spotify, possui um poder de fogo incomum. Recentemente, ele fez história ao vencer o Grammy de álbum do ano com um trabalho inteiramente em espanhol, Debí Tirar Más Fotos, onde também criticou Trump.

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Impacto na comunidade latina e nas eleições

Nascido em Porto Rico, Bad Bunny triunfou no sonho de ascensão latina nos EUA e mantém fortes laços com a comunidade. Meses antes do Super Bowl, ele recusou-se a fazer turnê nos Estados Unidos por razões humanitárias, temendo que seus fãs hispânicos fossem alvos do ICE. Essa postura o tornou um herói para os latinos, o que preocupa o Partido Republicano, que teme perder as eleições de meio de mandato devido ao embate.

Dados do Pew Research Center mostram que a população latina nos EUA atingiu 20% do total em 2024, sendo crucial para eleições. Embora Trump tenha conquistado 48% dos votos latinos em sua reeleição, políticas anti-imigração aumentaram a desaprovação para 70% entre esse grupo, criando eleitores arrependidos.

Histórico do ativismo artístico e a guerra cultural atual

Ao longo da história, artistas como Nina Simone, Bob Dylan e Jimi Hendrix usaram sua arte para protestar contra racismo e guerras, como no Vietnã. No Brasil, durante a ditadura militar, nomes como Chico Buarque e Gilberto Gil driblaram a censura para denunciar o regime. Hoje, porém, o ativismo ocorre em um ambiente polarizado pelas redes sociais, onde a guerra cultural entre esquerda e direita intensifica-se.

Artistas de esquerda, como Billie Eilish e Bruce Springsteen, unem-se a Bad Bunny na crítica a Trump, enquanto figuras da direita, como Nicki Minaj e estrelas da música country, defendem o presidente. Em Hollywood, apoiadores como Mel Gibson e Jim Caviezel também endossam suas políticas. Este cenário reflete divisões profundas na sociedade americana.

O papel das redes sociais e o futuro do ativismo

As redes sociais amplificam essa batalha, com atores como Pedro Pascal e Rachel Zegler usando plataformas digitais para militância. No Brasil, diretores como Kleber Mendonça Filho e atores como Wagner Moura também se engajam politicamente. A ironia é que, enquanto Trump promove políticas anti-imigração, a comunidade latina de 68 milhões de pessoas consome cada vez mais artistas hispânicos, transformando-os em vozes de oposição.

Segundo Henry Durante, pesquisador da USP, artistas usam ritmos como reggaeton e trap para protestar contra abusos e estigmatização. Com novos atores, polarização e força das redes, o ativismo cultural ressurge com vigor, mostrando que a arte continua a ser uma ferramenta poderosa para mudança social e política.

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