Teatro do Centro de Convenções de Feira de Santana recebe nome de Carlos Pitta
Teatro de Feira de Santana é nomeado Carlos Pitta

A Assembleia Legislativa da Bahia aprovou, na terça-feira (28), um projeto de lei que denomina o teatro do Centro de Convenções de Feira de Santana como "Teatro Carlos Pitta", em homenagem ao cantor e compositor feirense. A proposta, de autoria do deputado estadual Robinson Almeida (PT), reconhece a trajetória do artista, considerado um dos principais nomes da música regional baiana. O projeto foi apresentado em dezembro de 2025.

Segundo o parlamentar, Carlos Pitta teve uma carreira marcada por composições que exaltaram a cultura nordestina e ajudaram a projetar o nome de Feira de Santana no cenário nacional. O teatro integra o complexo do Centro de Convenções, inaugurado em dezembro de 2024, no bairro São João. O espaço possui mais de 4 mil metros quadrados e capacidade para 639 pessoas.

Trajetória do artista

Carlos Pitta morreu em 7 de janeiro de 2025, aos 69 anos, por complicações provocadas pelo diabetes. Natural de Feira de Santana, ele acumulou mais de quatro décadas de carreira, com mais de quinze discos lançados e destaque em ritmos como forró, xote e samba. Entre os trabalhos mais conhecidos está a música "Cometa Mambembe", que marcou sua projeção nacional.

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Ao longo da trajetória, Pitta também se apresentou em países como Estados Unidos, Alemanha, Itália, Bélgica e Suíça, incluindo participação no Festival de Montreux. Ele gravou canções com artistas como Elba Ramalho, Alcione e Margareth Menezes, e dividiu palco com Caetano Veloso, Dominguinhos, Geraldo Azevedo, Belchior, Nando Cordel e Fagner.

O cantor também teve atuação na formação de novos talentos e foi um dos primeiros a reconhecer o potencial da cantora Ivete Sangalo, ainda no início da carreira. Além da música, Carlos Pitta produziu trilhas sonoras para o cinema e desenvolveu estudos na área musical, com formação em Composição e Regência pela Universidade Federal da Bahia (Ufba).

Destaques na carreira

  • 1979: lançou o primeiro disco "Águas do São Francisco - Lendas", inspirado em cordéis.
  • 1982: lançou "Coração de Índio" em parceria com o poeta José Carlos Capinan, com músicas de Gilberto Gil e Edu Lobo.
  • 1986: lançou "A Lenda do Pássaro que Roubou o Fogo", com Myriam Fraga e Calazans Neto, arranjos de Lindenberg Cardoso e apresentação de Jorge Amado.
  • 1988: primeiro sucesso nacional com "Cometa Mambembe", no disco "Feliz", com participações de Dominguinhos e Carlinhos Brown.
  • 1996: lançou "Dançando Forró", com músicas autorais e clássicos de Luiz Gonzaga e Jackson do Pandeiro.
  • No cinema, produziu trilhas para os filmes "Boi Arauá" e "Ciganos do Nordeste".
  • 2000: atuou com Belchior em projeto que levou MPB para centros culturais do interior da Bahia.

O Centro de Convenções de Feira de Santana foi inaugurado após 18 anos de espera. Amigos e fãs lamentaram a morte do conterrâneo, e seu corpo foi cremado em Salvador ao som de "Cometa Mambembe".

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