A Câmara Municipal do Recife rejeitou, nesta segunda-feira (27), o projeto de lei que concederia o título de cidadão recifense ao ator Wagner Moura. A proposta, de autoria do vereador Carlos Muniz (PSB), recebeu apenas 16 votos favoráveis, insuficientes para aprovação, que exigia 23 votos — três quintos do total de 37 vereadores.
Votação e polêmica
Na sessão, estavam presentes 23 parlamentares. Desses, 7 votaram contra a homenagem. O projeto foi motivado pela atuação de Wagner Moura no filme O Agente Secreto (2025), dirigido por Kleber Mendonça Filho e gravado no Recife. O longa foi indicado ao Oscar 2026 e rendeu ao ator um Globo de Ouro.
Durante o debate, vereadores contrários questionaram a relevância da homenagem. “Temos demandas importantíssimas nesta Casa”, declarou Eduardo Moura (Novo), defendendo a rejeição. O título de cidadão recifense é concedido a pessoas que tenham prestado serviços relevantes à cidade, critério que gerou discussão entre os edis.
Contexto e repercussão
A rejeição ocorre em meio a controvérsias sobre a atuação política do ator, que, apesar de sua carreira internacional e vínculo com Pernambuco, não convenceu parte dos vereadores. Wagner Moura nasceu em Salvador (BA) e não possui laços formais com o Recife, o que foi usado como argumento pelos opositores.
O projeto agora segue para arquivamento, salvo recurso. A decisão reflete as divisões políticas na Câmara, onde questões simbólicas frequentemente geram embates entre situação e oposição.



