Cultura 'Power to the People' e mais: filmes investigam últimos anos de John Lennon
Filmes investigam últimos anos de John Lennon

John Lennon e Yoko Ono assistiam à televisão quando descobriram a Escola Estadual de Willowbrook, em Nova York, que abrigava mais de 5.300 crianças neurodivergentes em condições precárias. Os pequenos sofriam com hepatite e pneumonia, e tinham apenas três minutos para as refeições. Lennon considerou aquilo "o símbolo de toda a dor do mundo" e agiu. O casal arrecadou 1,5 milhão de dólares com o show beneficente One to One. A gravação restaurada e remixada deu origem ao filme Power to the People: John & Yoko Live in NYC (2026), em cartaz nos cinemas.

O show histórico

A apresentação no Madison Square Garden, em 30 de agosto de 1972, tem enorme valor histórico: foi o único show de Lennon entre sua saída dos Beatles, em 1970, e sua morte, em 1980. A produção imersiva prova o talento do músico e a influência do casal na contracultura da época. Além de Power to the People, o documentário One to One: John & Yoko (2024), na HBO Max, explora os bastidores do show e a vida do casal em meio ao governo Nixon. Em breve, no Festival de Cannes, Steven Soderbergh exibirá John Lennon: The Last Interview, com três horas de entrevistas e 10% de imagens geradas por inteligência artificial.

Vida dupla com Yoko

Após o fim dos Beatles, Yoko e John se mudaram para Nova York, onde conviveram com Allen Ginsberg e Jerry Rubin, debatendo temas como legalização da maconha, pacifismo, feminismo e direitos homossexuais. Em 1972, planejavam a turnê Free the People com Bob Dylan, mas cancelaram ao descobrir que colegas planejavam violência contra republicanos. Lennon temia deportação e assassinato político.

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Família e legado

Em 1975, nasceu Sean, único filho do casal. Lennon se afastou da mídia e se perguntou: "Pode a família inspirar a arte, em vez das drogas?" A resposta foi o disco Double Fantasy (1980). Antes, Lennon foi casado com Cynthia, com quem teve Julian. Paul McCartney escreveu Hey Jude para o garoto. Yoko também sofria com a distância da filha Kyoko. Após a morte de Lennon, Julian processou a madrasta, chegando a um acordo em 1996. Hoje, Yoko está aposentada, e Sean dirige o espólio do pai, produzindo dois dos filmes citados. Os meio-irmãos são amigos, unidos pelo legado do pai.

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