Documentário autobiográfico de Mayana Neiva estreia em prestigiado festival de cinema nos Estados Unidos
A atriz e diretora brasileira Mayana Neiva celebra uma importante conquista internacional nesta segunda-feira (13), com a estreia de seu documentário autobiográfico no renomado Beverly Hills Film Festival. A exibição acontecerá no icônico Chinese Theatre, localizado em Los Angeles, Califórnia, marcando um momento significativo na carreira da artista.
Uma jornada de retorno às origens no sertão da Paraíba
Intitulado "Onde Eu Começo?", o filme mergulha em temas profundos como identidade, memória e afetos, através da perspectiva pessoal da diretora. Radicada em Nova Iorque, Mayana Neiva embarca em uma viagem emocional de retorno ao sertão da Paraíba, em busca de suas raízes e compreensão sobre seu próprio começo.
Nascida em Campina Grande e com familiares em Patos, a artista compartilha: “Às vezes é preciso refazer a curva do tempo, para entender onde a gente começa, o que é nosso, de verdade. Quando percebi que estava longe demais de mim, eu senti que era tempo de voltar”. Esta reflexão serve como o cerne narrativo do documentário.
Produção e equipe técnica por trás da obra
Para criar uma atmosfera genuinamente autobiográfica, a produção utiliza uma rica combinação de fotografias pessoais, imagens de arquivo familiar e uma montagem fragmentada que simula a reconstrução da memória. O roteiro foi desenvolvido pela própria Mayana Neiva em parceria com Duda Casoni, que também assumiu a responsabilidade pela montagem do filme.
A produção executiva ficou a cargo de Mayana Neiva e Vladimir Neiva, com coprodução da Ladaia Filmes Pedro Formigoni e André Bulscoshi. A direção de fotografia foi realizada por Kennel Roggis, enquanto as valiosas imagens de arquivo foram fornecidas por Vladimir Neiva e José Neiva.
Completam a equipe técnica:
- Patrícia Menezes – responsável pela identidade visual
- Magi Batalla – encarregada da finalização de som
- Gabriella Fischer – gestão de eventos
O elenco conta com participações especiais de Inaldo Torres e Rafael Soares Nunes, adicionando camadas narrativas à jornada de descoberta pessoal.
Estratégia de circulação e futuro do documentário
Após a exibição inaugural no Beverly Hills Film Festival, a expectativa é que a produção inicie uma circulação por outros festivais de cinema e mostras especializadas ao redor do mundo. Esta abordagem é comum em produções independentes que buscam reconhecimento crítico antes de um possível lançamento comercial.
Ainda não há confirmações sobre um lançamento comercial no Brasil, seja em salas de cinema tradicionais ou através de plataformas de streaming. A prioridade atual é garantir visibilidade internacional e construir uma trajetória de festival que valorize o trabalho autoral e pessoal da diretora.
Este documentário representa não apenas um marco na carreira de Mayana Neiva, mas também uma contribuição significativa ao cinema autobiográfico brasileiro, explorando com sensibilidade as complexas relações entre lugar, memória e identidade em um contexto de diáspora e retorno.



